As autoridades enviaram uma mensagem aos hotéis da capital na noite de segunda-feira para indagar sobre "clientes suspeitos" a partir do dia 1º de outubro, revelou o jornal Global Times. Na mesma mensagem, o gabinete de Segurança Pública pede informações sobre "veículos suspeitos".
Na mensagem, a polícia não utiliza a palavra "atentado" e qualifica os fatos ocorridos na Praça Tiananmen de "um assunto maior ocorrido na segunda-feira". A polícia identificou dois habitantes de distritos diferentes de Xinjiang e descreveu um veículo off-road de cor clara com placa de Xinjiang.
Segundo o jornal, a polícia segue a pista de dois uigures residentes em dois bairros distintos de Xinjiang, identificados pelos nomes de Yussuf Umarniaz e Yussuf Arputi. Um dos suspeitos seria originário de Lukeqin, região na qual confrontos com a polícia registrados no final de junho deixaram dezenas de mortos. Os uigures, muçulmanos de língua turca, compõem a etnia majoritária em Xinjiang.
Nesta terça-feira, o acesso à praça - que fica em pleno centro de Pequim e onde Mao Tse-tung proclamou a República Popular da China em 1949 - foi reaberta após o incidente, que deflagrou uma grande operação das forças de segurança na área. A calçada foi limpa e a circulação voltou ao normal.