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China investiga militantes muçulmanos após atropelamento em Pequim

Carro foi jogado contra multidão e acidente deixou cinco mortos

China investiga militantes muçulmanos após atropelamento em Pequim
China investiga militantes muçulmanos após atropelamento em Pequim Foto : Ed Jones / AFP / CP
A polícia da China investigava nesta terça-feira militantes da região muçulmana de Xinjiang, um dia após um carro ser atirado contra uma multidão na Praça da Paz Celestial, em Pequim, matando cinco pessoas e ferindo outras 38.

As autoridades enviaram uma mensagem aos hotéis da capital na noite de segunda-feira para indagar sobre "clientes suspeitos" a partir do dia 1º de outubro, revelou o jornal Global Times. Na mesma mensagem, o gabinete de Segurança Pública pede informações sobre "veículos suspeitos".

Na mensagem, a polícia não utiliza a palavra "atentado" e qualifica os fatos ocorridos na Praça Tiananmen de "um assunto maior ocorrido na segunda-feira". A polícia identificou dois habitantes de distritos diferentes de Xinjiang e descreveu um veículo off-road de cor clara com placa de Xinjiang.

Segundo o jornal, a polícia segue a pista de dois uigures residentes em dois bairros distintos de Xinjiang, identificados pelos nomes de Yussuf Umarniaz e Yussuf Arputi. Um dos suspeitos seria originário de Lukeqin, região na qual confrontos com a polícia registrados no final de junho deixaram dezenas de mortos. Os uigures, muçulmanos de língua turca, compõem a etnia majoritária em Xinjiang.

Nesta terça-feira, o acesso à praça - que fica em pleno centro de Pequim e onde Mao Tse-tung proclamou a República Popular da China em 1949 - foi reaberta após o incidente, que deflagrou uma grande operação das forças de segurança na área. A calçada foi limpa e a circulação voltou ao normal.

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