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China liberta três ativistas feministas

Mulheres tentaram distribuir panfletos contra assédio sexual

Autoridades acusaram as ativistas de ``buscar conflitos e causar tumultos´´, uma acusação bastante vaga
Autoridades acusaram as ativistas de ``buscar conflitos e causar tumultos´´, uma acusação bastante vaga Foto : Dale de la Rey / AFP / CP
A polícia chinesa libertou nesta segunda-feira ao menos três das cinco feministas detidas há mais de um mês quando se preparavam para distribuir panfletos contra o assédio sexual no transporte público, informou um de seus advogados. Wei Tingting, Wang Man e Zhen Churan deixaram a cadeia, anunciou o advogado Liang Xiaojun, que não deu informações sobre a situação das outras duas detidas.

A libertação das três ativistas significa que elas não serão acusadas de nenhum delito. A polícia prendeu as cinco ativistas pouco antes do Dia Internacional da Mulher, no mês passado. Nos últimos anos, as cinco detidas realizaram várias campanhas em cidades chinesas para alertar sobre problemas como a violência doméstica.

As prisões provocaram críticas generalizadas nos Estados Unidos e na União Europeia, que pediram a libertação do grupo. Segundo os advogados, as autoridades acusaram as ativistas de "buscar conflitos e causar tumultos", uma acusação bastante vaga à qual o regime recorre para prender manifestantes.