Representantes dos governos da China, da Rússia e da África do Sul responderam à ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de tarifas a países que se alinharem ao Brics com uma alíquota adicional de 10%, após o bloco condenar a imposição unilateral de medidas de restrição comercial.
Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning reiterou que o país 'sempre se opôs a guerras tarifárias e comerciais, e ao uso de tarifas como ferramentas de coerção e pressão'. 'A imposição arbitrária de tarifas não está no interesse de ninguém', disse, conforme nota divulgada hoje. Ning também defendeu o Brics como uma 'força positiva e inclusiva' nas relações internacionais e acrescentou que o bloco 'não está contra nenhum país'.
Segundo a Tass, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, também afirmou que o Brics apenas atua em torno dos seus próprios interesses, compartilhando uma 'visão comum' de cooperação global, mas 'não está, e nunca estará, direcionado contra países terceiros'.
Em declaração à Reuters, o porta-voz do Ministério do Comércio da África do Sul, Kaamil Alli, disse que o país ainda pretende negociar tarifas com o presidente Trump e esclareceu que não possui uma postura 'anti-americana'. 'Ainda esperamos uma comunicação formal dos EUA em respeito ao nosso acordo comercial, mas as conversas seguem construtivas e frutíferas', disse.