A China anunciou nesta terça-feira (15) restrições aos deslocamentos, incluindo a proibição temporária de saída do território nacional, para pessoas consideradas suscetíveis de colocar em risco a segurança industrial ou tecnológica do país.
Cidadãos que infringirem a regulamentação de importações e exportações de tecnologia poderão ser proibidos de deixar a China, informou o Conselho de Estado.
O cidadão que participar de atividades ilegais no exterior poderá ser "objeto de uma proibição de saída do território por um período de seis meses a três anos a partir da data de seu retorno à China".
Estados Unidos e China estão envolvidos em uma corrida tecnológica e, há vários meses, cada lado acusa o outro de se apropriar das capacidades de modelos de inteligência artificial desenvolvidos em seu território.
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As novas normas, publicadas pela primeira vez em julho, mas que entraram em vigor nesta terça-feira, foram elaboradas para "preservar a soberania nacional, a segurança e os interesses de desenvolvimento", segundo o Conselho de Estado.
Analistas, no entanto, alertam que as normas conferem ao governo uma "ampla margem de manobra".
As atividades relacionadas à segurança e às práticas criminosas "podem ser definidas de forma vaga e redefinidas facilmente", declarou à AFP Chong Ja Ian, da Universidade Nacional de Singapura.
"O mundo exterior só saberá como a margem de manobra será utilizada quando forem aplicadas as primeiras medidas", acrescentou.