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China rejeita acusações de Trump sobre venda de petróleo a Coreia do Norte

Porta-voz chinês afirmou que China não autoriza seus cidadãos e empressas a violarem resoluções da ONU

Porta-voz chinês afirmou que China não autoriza seus cidadãos e empressas a violarem resoluções da ONU
Porta-voz chinês afirmou que China não autoriza seus cidadãos e empressas a violarem resoluções da ONU Foto : Nicholas Kamm / AFP / CP
A China rejeitou nesta sexta-feira as acusações do presidente americano Donald Trump de que Pequim permitira a passagem de petróleo por via marítima para a Coreia do Norte, em violação às sanções da ONU. "Fazer muito barulho sem razão através dos meios de comunicação não contribui para reforçar a confiança mútua e a cooperação", afirmou a porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Hua Chunying. A porta-voz foi questionada sobre a mensagem de Trump no Twitter de que a China foi "pega em flagrante" vendendo petróleo para a Coreia do Norte.

Hua afirmou que a China, responsável por 90% do comércio exterior da Coreia do Norte, não autoriza seus cidadãos e empresas a violarem as resoluções das Nações Unidas. A porta-voz chamou de "inexatas" as informações de que navios chineses teriam transferido petróleo a navios norte-coreanos. Uma fonte do Departamento de Estado americano afirmou na quinta-feira que Washington tinha informações de que "certos navios se dedicavam a atividades proibidas pela ONU, incluindo o transbordo de produtos petroleiros refinados entre duas embarcações e o transporte de carvão procedente da Coreia do Norte". 
 

"Temos provas de que alguns navios envolvidos nestas atividades pertencem a empresas de vários países, incluindo a China", afirmou a fonte. "Pega em FLAGRANTE", escreveu o presidente americano na rede social Twitter. "Muito desapontado que a China permita a entrada de petróleo na Coreia do Norte", completou".  "Nunca existirá uma solução amistosa para o problema da Coreia do Norte se isto continuar acontecendo", advertiu.

Trump não ameaçou diretamente com ordens para bombardeios militares, embora nos últimos meses tenha prometido "destruir totalmente" a Coreia do Norte caso aconteça um primeiro ataque por parte do regime de Kim Jong-Un. O ministério sul-coreano das Relações Exteriores revelou nesta sexta-feira que Seul deteve e inspecionou em novembro um navio de Hong Kong que transferia produtos petroleiros a um barco norte-coreano.