Christine afirmou que não representará interesses de nenhuma região do mundo em particular, mas sim de todos os Estados membros. A ministra francesa de Economia rejeitou explicitamente a ocorrência de um "conflito de interesses" entre sua nacionalidade e a ajuda concedida pelo FMI a três países da zona do euro (Grécia, Irlanda e Portugal). Este possível problema foi evocado há dez dias por seu adversário, o mexicano Agustín Carstens.
"Argumentar que há um conflito de interesses pelo fato de ser originária de uma região do mundo cujos países se beneficiam do apoio e da assistência do FMI não só reduz consideravelmente o número de candidaturas admissíveis, mas parece impossível de se aplicar na prática", considerou Lagarde.
Além disso, a ministra evocou as circunstâncias nas quais o ex-diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, deixou seu posto, após ser acusado de crimes sexuais. "Estou consciente de que os acontecimentos recentes deixaram feridas abertas. O futuro diretor-gerente deverá assumir isso e mostrar ao mundo exterior que esta grande instituição está na vanguarda não apenas em termos de especialização, mas também em termos de integridade e ética de trabalho", disse.