As monções provocam regularmente danos no Paquistão, tanto nas zonas rurais quanto nas cidades, cujas ruas inundam, mas as chuvas foram particularmente intensas nos últimos quatro anos. O governo foi criticado por não fazer mais para proteger a população. Os socorristas haviam anunciado na quinta-feira a morte de 40 pessoas.
Na província de Punyab (Leste), a mais povoada do país, 35 pessoas morreram e cem ficaram feridas, enquanto 31 perderam a vida na parte da Caxemira (Nordeste) administrada pelo Paquistão. Três soldados também morreram por um deslizamento de terra perto da "Linha de Controle", fronteira de fato entre Paquistão e Índia.
O exército anunciou, por outro lado, nesta sexta-feira a mobilização de soldados para apoiar os socorristas nas zonas mais afetadas pelas chuvas torrenciais, especialmente em Punyab, atravessada pelo rio Indus e seus afluentes.
Os serviços meteorológicos preveem tempestades e chuvas torrenciais durante o fim de semana em Punyab e nas regiões montanhosas do norte. Em 2010, as piores inundações da história do Paquistão deixaram cerca de 1,8 mil mortos e afetaram 21 milhões de pessoas.