Os dois países mais atingidos pela precipitação são Guatemala, com 28 mortos e dois desaparecidos, e El Salvador, com 32 mortos, a maioria por soterramento. Em Honduras, as informações oficiais dão conta de 12 vítimas fatais. Já na Nicarágua, foram oito.
Na Guatemala, onde os afetados somavam 100 mil nesse domingo, segundo números do presidente Álvaro Colom, foi declarado estado de calamidade. O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia da Guatemala (Insivumeh) estima que as chuvas prosseguiriam por mais 24 horas devido a um sistema de baixa pressão posicionado na costa de Belize, no Caribe.
Em Honduras, os moradores de vários setores da capital, Tegucigalpa, especialmente os situados às margens de rios, passaram uma noite de pânico por causa da precipitação. Na Nicarágua, a Defesa Civil determinou a evacuação de famílias de camponeses que moram próximo ao vulcão Casita, onde em 1998 ocorreram deslizamentos fatais na passagem do furacão Mitch. A primeira-dama e porta-voz do governo, Rosario Murillo, informou que as fortes chuvas deixaram mais de 8 mil afetados em 12 dos 17 Estados do país, que se mantém em alerta.
Considerada pelas Nações Unidas uma das regiões mais afetadas pelas mudanças climáticas, a América Central tem sofrido com desastres naturais nos últimos 40 anos que deixaram mais de 50 mil mortos e dezenas de bilhões de dólares em perdas, segundo estudo de universidades européias e latino-americanas. Um trabalho da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), intitulado "A Economia das Mudanças Climáticas" aponta que as perdas econômicas causadas na América Central pelo aquecimento global chegarão a 10% do PIB regional até 2050.