O supertufão Champi tornou-se anteontem o ciclone mais forte de 2026, após atingir 296 km/h, segundo a Nasa. A tempestade avança sobre o Oceano Pacífico em direção à Ásia e não deve afetar o Brasil. Ainda assim, sua trajetória exata permanece incerta.
Alguns modelos de previsão indicavam que o Champi continuaria em direção a Taiwan e, em seguida, à China, enquanto outros previam que ele viraria para nordeste, em direção ao Japão.
O Champi, agora equivalente a um furacão de categoria 5 na Escala de Ventos de Furacões de Saffir-Simpson, atingiu essa intensidade ao passar pelo Mar das Filipinas, a leste das Filipinas e a sudeste de Taiwan, na manhã de quarta-feira, horário local, de acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA.
Depois de se formar como uma tempestade tropical há uma semana, o Champi levou menos de dois dias para se intensificar até atingir o equivalente a um furacão de categoria 4.
A tempestade avançou em direção noroeste pelo Oceano Pacífico e chegou a passar a menos de 10 milhas de Guam no sábado. Esta é a terceira vez que o Champi atinge a intensidade equivalente a um furacão de categoria 5. A primeira vez foi seis horas após ter passado por Guam no sábado, com ventos sustentados de cerca de 265 km/h. Em seguida, enfraqueceu brevemente antes de se intensificar para a categoria 5 pela segunda vez no dia seguinte.
NO BRASIL
Um novo ciclone extratropical pode se formar entre o litoral do Rio Grande do Sul e o Uruguai hoje, e influenciar as condições do tempo na Região Sul a partir do fim de semana. A possibilidade está em avaliação pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que prevê a formação de uma área de baixa pressão atmosférica no leste da Argentina na manhã desta sexta-feira.
Segundo o órgão, o sistema deve se deslocar em direção ao Oceano Atlântico e poderá dar origem ao ciclone. Caso a formação se confirme, o fenômeno poderá aumentar a instabilidade na Região Sul, com influência principalmente a partir de amanhã. O Inmet mantém alerta laranja, que indica perigo, para tempestades em áreas do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.