O ciclone Phailin, que causou a evacuação de cerca de meio milhão de pessoas na Índia, chegou à costa oriental do país, com ventos de 200 km/h, segundo as autoridades, causando cinco mortes. Quatro pessoas morreram com a queda de árvores, causada pela passagem do ciclone e uma idosa de 80 anos morreu quando sua casa desabou.
Cerca de 440 mil pessoas foram evacuadas em dois estados da Índia antes da chegada do ciclone. Os evacuados, lotaram ônibus e riquixás para abandonar suas casas com seus pertences e foram conduzidos a refúgios de emergência. Trata-se de um dos maiores movimentos de população organizados na Índia. Em Golpagur, na costa, mulheres e crianças foram os primeiros a se proteger em escolas, abrigos de urgência e edifícios públicos.
"O governo deu ordem de evacuar à força quem resistir", disse um responsável dos serviços de ajuda do estado de Orissa. Cerca de 300 equipes de médicos do exército, de engenheiros e de especialistas em tarefas de socorro foram mobilizadas nas áreas de maior risco, acrescentou. A Cruz Vermelha indiana também posicionou suas equipes de socorro e helicópteros e aviões do exército estão em alerta.
Em Visakhapatna, povoado costeiro de Andhra Pradesh, um pescador de 60 anos, Tonka Rao, prendia seu barco olhando as ondas com preocupação. "Este barco custa 400.000 rúpias [cerca de 5 mil euros]. Não quero perdê-lo", comentou. "Me dá medo este Phailin. É como se o fim do mundo chegasse", declarou Apurva Abhijeeta, um estudante de Puri, em Orissa.
O centro norte-americano de vigilância de ciclones, administrado pela Marinha, alertou que pode haver ventos de até 315 km/h. O Tropical Storm Risk britânico classificou este ciclone na categoria mais perigosa.
Ciclone Phailin chega à costa da Índia e deixa cinco mortos
Mais de 400 mil foram evacuados de área onde ventos atingem 200 km/h