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Em Trípoli, capital da Líbia, disparos de artilharia das forças da coalizão internacional ocorreram durante a madrugada. A cidade foi alvo, pela terceira noite consecutiva, de ataques aéreos e com mísseis promovidos pela coalizão internacional que tenta impor uma zona de exclusão aérea no país.
Segundo o governo líbio, os ataques deixaram vários civis mortos. A zona de exclusão aérea foi estabelecida na semana passada por uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
O objetivo dessa decisão é, segundo a comunidade internacional, proteger civis de ataques das forças leais ao presidente líbio, Muammar Khadafi. Explosões e disparos de artilharia foram ouvidos perto do complexo onde vive Khadafi em Trípoli, no bairro de Bab Al Aziziya.
Ontem o governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, divulgou nota em que apela por um cessar-fogo imediato na Líbia. O pedido ocorreu no mesmo dia que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deixou o Brasil rumo ao Chile. O governo norte-americano é um dos líderes da intervenção na Líbia.
Na noite de segunda-feira, um míssil destruiu um edifício de quatro andares dentro do complexo que seria usado, segundo a coalizão internacional, como centro de comando de Khadafi. Os confrontos entre as forças leais ao líder e a oposição também continuaram na madrugada de hoje, apesar do anúncio de cessar-fogo pelo governo.
Avião de combate dos Estados Unidos cai na Líbia
Um avião de combate dos Estados Unidos caiu em um campo na Líbia, informaram nesta terça-feira militares norte-americanos. Os dois tripulantes a bordo se ejetaram. Um dos pilotos já foi resgatado. O F-15 Eagle foi a primeira aeronave a cair desde o início das operações militares, no sábado. Funcionários disseram não acreditar que o problema tenha sido causado por fogo inimigo, informou o jornal The Wall Street Journal.
A queda ocorreu durante a madrugada, possivelmente como resultado de uma falha mecânica. A rede BBC citou em seu site que Kenneth Fidler, porta-voz dos militares norte-americanos, confirmou o acidente e explicou que não há indicações de que a aeronave tenha sido atingida por disparos. As buscas pelo segundo tripulante estão em andamento, informou a BBC. As informações são da Dow Jones.
China reitera oposição à intervenção na Líbia
A China voltou a manifestar sua oposição à intervenção militar na Líbia nesta terça-feira, lamentando as vítimas civis dos bombardeios da coalizão internacional, desde sábado, e pedindo um cessar-fogo imediato. "O objetivo da resolução da ONU consiste em proteger a população civil, mas as ações militares de alguns países fizeram vítimas", criticou o porta-voz do ministério das Relações Exteriores chinês, Jiang Yu. Pequim já havia expressado seu mal-estar com a situação no último domingo.
No poder há quase 42 anos, Muammar Khadafi resiste em deixar o governo, apesar de um levante contra ele ter começado há mais de um mês em meio à onda de manifestações em países muçulmanos. Os protestos já provocaram as renúncias dos presidentes da Tunísia e do Egito.