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Cinco civis são mortos em Misrata pelas forças de Kadhafi

Entre as vítimas dos ataques na Líbia, estão quatro crianças

Em Trípoli, capital da Líbia, disparos de artilharia das forças da coalizão internacional ocorreram durante a madrugada
Em Trípoli, capital da Líbia, disparos de artilharia das forças da coalizão internacional ocorreram durante a madrugada Foto : US NAVY / AFP
Cinco pessoas, entre elas quatro crianças, morreram em Misrata, na Líbia, em um ataque das forças leais a Muammar Kadhafi, segundo um porta-voz dos rebeldes. Ele afirmou que tanques e atiradores presentes na principal avenida da cidade abriram fogo e mataram cinco pessoas. "As crianças estavam em um carro com seus pais e a quinta vítima morreu em outro ataque", explicou.

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Em Trípoli, capital da Líbia, disparos de artilharia das forças da coalizão internacional ocorreram durante a madrugada. A cidade foi alvo, pela terceira noite consecutiva, de ataques aéreos e com mísseis promovidos pela coalizão internacional que tenta impor uma zona de exclusão aérea no país.

Segundo o governo líbio, os ataques deixaram vários civis mortos. A zona de exclusão aérea foi estabelecida na semana passada por uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O objetivo dessa decisão é, segundo a comunidade internacional, proteger civis de ataques das forças leais ao presidente líbio, Muammar Khadafi. Explosões e disparos de artilharia foram ouvidos perto do complexo onde vive Khadafi em Trípoli, no bairro de Bab Al Aziziya.

Ontem o governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, divulgou nota em que apela por um cessar-fogo imediato na Líbia. O pedido ocorreu no mesmo dia que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deixou o Brasil rumo ao Chile. O governo norte-americano é um dos líderes da intervenção na Líbia.

Na noite de segunda-feira, um míssil destruiu um edifício de quatro andares dentro do complexo que seria usado, segundo a coalizão internacional, como centro de comando de Khadafi. Os confrontos entre as forças leais ao líder e a oposição também continuaram na madrugada de hoje, apesar do anúncio de cessar-fogo pelo governo.

Avião de combate dos Estados Unidos cai na Líbia

Um avião de combate dos Estados Unidos caiu em um campo na Líbia, informaram nesta terça-feira militares norte-americanos. Os dois tripulantes a bordo se ejetaram. Um dos pilotos já foi resgatado. O F-15 Eagle foi a primeira aeronave a cair desde o início das operações militares, no sábado. Funcionários disseram não acreditar que o problema tenha sido causado por fogo inimigo, informou o jornal The Wall Street Journal.

A queda ocorreu durante a madrugada, possivelmente como resultado de uma falha mecânica. A rede BBC citou em seu site que Kenneth Fidler, porta-voz dos militares norte-americanos, confirmou o acidente e explicou que não há indicações de que a aeronave tenha sido atingida por disparos. As buscas pelo segundo tripulante estão em andamento, informou a BBC. As informações são da Dow Jones.

China reitera oposição à intervenção na Líbia

A China voltou a manifestar sua oposição à intervenção militar na Líbia nesta terça-feira, lamentando as vítimas civis dos bombardeios da coalizão internacional, desde sábado, e pedindo um cessar-fogo imediato. "O objetivo da resolução da ONU consiste em proteger a população civil, mas as ações militares de alguns países fizeram vítimas", criticou o porta-voz do ministério das Relações Exteriores chinês, Jiang Yu. Pequim já havia expressado seu mal-estar com a situação no último domingo.

No poder há quase 42 anos, Muammar Khadafi resiste em deixar o governo, apesar de um levante contra ele ter começado há mais de um mês em meio à onda de manifestações em países muçulmanos. Os protestos já provocaram as renúncias dos presidentes da Tunísia e do Egito.

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