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Cinco vítimas do atentado ao Charlie Hebdo são enterradas na França

Nesta sexta-feira, mais três funcionários serão enterrados, entre eles o editor-chefe

Cerimônias foram acompanhadas por parentes e amigos
Cerimônias foram acompanhadas por parentes e amigos Foto : Bertrand Guay / AFP / CP
Cinco vítimas do ataque terrorista ao periódico satírico francês Charlie Hebdo foram sepultadas nesta quinta-feira, em despedidas emotivas, com a presença de milhares de pessoas. No tradicional cemitério Père Lachaise, em Paris, o corpo de Georges Wolinski, um dos principais cartunistas do mundo, foi cremado em cerimônia no fim da manhã. No mesmo local, foi enterrado o cartunista Bernard Verlhac, mais conhecido como Tignous. As duas cerimônias foram acompanhadas por parentes e amigos dos dois, além de autoridades.

Wolinski, que influenciou grandes cartunistas brasileiros como Ziraldo, Jaguar e Henfil, teve um dos últimos desenhos exposto em um cavalete durante a cremação. Já o caixão com o corpo de Tignous estava coberto de mensagens e desenhos. Os dois cartunistas estão entre os 12 mortos no ataque ao Charlie Hebdo, no dia 7 deste mês, feito pelos irmãos Said Kouachi e Chérif Kouachi, que disseram vingar-se pela publicação de caricaturas do profeta Maomé.

Muitas pessoas também acompanharam o funeral da colunista Elsa Cayat, única mulher entre as vítimas do atentado, enterrada no cemitério parisiense de Montparnasse. O economista Bernard Marisque, que também assinava uma coluna na publicação, foi enterrado em Montgiscard, perto de Tolouse. Em Bernay, no Norte da França, cerca de mil pessoas foram ao funeral do policial Franck Brinsolaro, destacado para fazer a segurança do diretor do Charlie Hebdo, Stephane Charbonnier, mais conhecido como Charb, que recebeu várias ameaças após a publicação de caricaturas de Maomé.

O cartunista Cabu e o produtor cultural Michel Renaud, foram enterrados na quarta-feira, mas apenas na presença de parentes e amigos. No dia do atentado, Renaud resolveu fazer uma visita à redação do Charlie Hebdo no momento em que os terroristas invadiram o periódico. Nesta sexta-feira, mais três funcionários do jornal serão enterrados: o editor-chefe, Charb, o desenhista Honoré e o corretor Mustapha Ourrad.

Além do atentado ao Charlie Hebdo, outro terrorista, que disse agir em coordenação com os irmãos Kouachi, também fez vítimas na semana passada. No dia 8 de janeiro, Amédy Coulibaly matou a tiros uma agente de polícia. No dia seguinte, vitimou quatro pessoas feitas reféns em um supermercado judaico, antes de ser morto pela polícia no mesmo dia.