O material expelido pelo vulcão seguirá pairando sobre o Rio Grande do Sul, na quarta-feira. A tendência é que o material vulcânico em suspensão na atmosfera seja mais disperso que na terça-feira, e com tendência de deslocamento para o mar.
Como os ventos e as informações mudavam a cada hora, muitos passageiros foram até os aeroportos, na esperança de embarcar. Alguns conseguiram, mas a maioria teve que remarcar suas viagens. Muitos se queixaram de falta de atendimento. As informações nos sites das empresas não eram atualizadas e as linhas telefônicas estavam ocupadas. As empresas aéreas e agências de viagens tampouco providenciaram alojamento para passageiros que estão há mais de 30 horas tentando embarcar.
Na Patagônia a situação é mais grave. A cidade de Villa La Angostura, que fica a 45 quilômetros do vulcão, amanheceu com o céu escuro. Os moradores da cidade, que vive de turismo, receberam a recomendação de ficar em casa ou de sair com máscaras cirúrgicas e óculos de esqui, para proteger os pulmões e olhos das cinzas.
Além do impacto sobre o turismo, as cinzas prejudicaram a agropecuária. O governo argentino decretou emergência e prometeu uma ajuda de 15 milhões de pesos argentinos (cerca de R$ 6 milhões) principalmente aos produtores afetados pela erupção vulcânica. Entre os mais afetados, estão os criadores de ovelhas. Como as cinzas cobriram as pastagens, os rios e os lagos, os animais não têm o que comer, nem beber. As cinzas também estragam a lã dos animais.