Zliten, na costa líbia, fica a cerca de 50 km da cidade de Misrata, supostamente controlada pelos insurgentes contrários a Kadhafi, que governa o país há 42 anos. Al Watia abriga uma base militar, que foi atacada com mísseis de longo alcance.
O Ministério da Saúde da Líbia foi quem contabilizou o número de vítimas do "ataque da coalizão colonialista", mas não entrou em detalhes de quantas destas pessoas seriam civis. Um primeiro registro, anunciado na quinta-feira pelo porta-voz do regime Musa Ibrahim, indicou "cerca de 100 mortos".
Canadense é apontado para dirigir ações da coalizão
A coalizão liderada por Grã-Bretanha, França e Estados Unidos, lançou uma operação há sete dias na Líbia. O governo Obama e outros membros da Aliança querem que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) tome as rédeas o quanto antes.
A Otan, por sua vez, designou o tenente-general Charles Bouchard, do Canadá, para dirigir as atividades da Aliança Atlântica na Líbia. O objetivo principal é colocar em prática uma zona de exclusão aérea sob o controle das Nações Unidas. Desta forma, poderia ser efetivamente controlado um cessar-fogo.
As reticências do único país muçulmano da coalizão, Turquia, e a preocupação da França, em relação à liderança política da intervenção, atrasaram a decisão da Otan. Depois de dias de árduas negociações, os embaixadores voltarão a se reunir no domingo, para finalmente bater o martelo sobre o comando de todas as operações.