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Trípoli já havia sido atingida na noite de quarta-feira e uma forte explosão ocorreu em uma base do Exército líbio na região de Tajura, a 32 quilômetros da capital. A agência oficial líbia Jana acusou a coalizão de ter atacado um bairro residencial e provocado um número importante de mortes entre os civis nos ataques de ontem.
O grupo liderado pelos Estados Unidos, França e Grã-Bretanha "continuará com os ataques aéreos e com alvos militares na Líbia", declarou o ministro das Relações Exteriores francês, Alain Juppé. A coalizão afirma ter neutralizado a aviação militar de Kadhafi, sobretudo em Misrata. "O objetivo é proteger a população civil", completou o chanceler. Ao ser questionado se os disparos afetaram civis, Juppé respondeu que o que aconteceu foi "exatamente o contrário".
O ministro francês disse ainda que seu país é favorável a entregar à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) a responsabilidade da supervisão da zona de exclusão aérea na Líbia. A missão exata da Otan ainda está sendo debatida. Uma reunião dos 28 países membros da organização está programada para esta quinta-feira.
O governo da França considera que para o comando militar da operação é mais simples utilizar os maiores Estados da Otan. Contudo, insiste que a liderança política não deve ficar com a Otan e sim com um grupo de contato, integrado pela própria França, Estados Unidos, Grã-Bretanha e os países participantes na operação.
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, informou que espera a participação de mais países árabes na operação militar na Líbia. Até o momento, o Qatar foi o único Estado árabe a oferecer aviões de guerra para a manutenção da zona de exclusão aérea.
O presidente Barack Obama é objeto de muitas críticas no Congresso pela participação dos Estados Unidos na operação militar na Líbia sem a divulgação do custo e da estratégia de saída. Seis navios da Otan apoiados pela aviação começaram a patrulhar as costas da Líbia, informou a Aliança Atlântica, que também supervisiona o embargo de armas contra o regime de Kadhafi.
O coronel Kadhafi, no poder há 42 anos, enfrenta desde 15 de fevereiro uma revolta que já deixou centenas de mortos e mais de 300 mil desabrigados.
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