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Coalizão internacional busca reforçar Iraque contra Estado Islâmico

Planos liderados pelos EUA devem fornecer armamentos e treino para tropas locais

As autoridades militares dos países ocidentais e árabes, que integram a coalizão internacional contra o Estado Islâmico (EI), avançaram nas discussões, nesta quinta-feira, para fortalecer o exército iraquiano. Em nota, o chefe do Comando Central dos Estados Unidos, o general americano Lloyd Austin, advertiu que a campanha contra os jihadistas "vai levar um tempo".

"Estou convencido de que os participantes) têm a firme intenção de reforçar de maneira coordenada o Exército iraquiano", relatou um diplomata ocidental, que pediu para não ser identificado. Segundo o funcionário, a luta contra os jihadistas na Síria passou "um pouco para segundo plano no momento. A prioridade é se livrar do EI no Iraque", completou.

O Estado Islâmico conquistou amplas faixas de território no Iraque e na Síria, aproveitando o vácuo deixado depois que muitos soldados enviados por Bagdá abandonaram suas posições e fugiram. Embora a coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos realize bombardeios para ajudar os combatentes curdos e as tropas do Iraque, nenhum país quer participar de operações em terra.

A estratégia é fortalecer o Exército iraquiano, composto de cerca de 200 mil homens, para enfrentar os mais de 20 mil jihadistas. Em dezembro passado, a Alemanha anunciou o envio de 100 militares para o norte do Iraque, para o treinamento dos combatentes curdos peshmergas. A presença do EI na Líbia também foi abordada na sessão de quarta-feira dessas discussões, que acontecem em Riad.