Mundo

Coalizão redobra ataques contra Kadhafi, que prevê "guerra longa"

Operação internacional teria interrompido ofensiva do governo na Líbia

Itália participa da ofensiva
Itália participa da ofensiva Foto : Marcello Paternostro / AFP
Os aviões da coalizão internacional bombardearam novamente, neste domingo, as forças militares do líder líbio Muamar Kadhafi, que por sua vez, prometeu uma "longa guerra" e advertiu que todo seu povo está "armado" e "vencerá".

• Leia notícias sobre a crise na Líbia

O início da operação internacional destinada a estabelecer uma zona de exclusão aérea na Líbia "teve êxito" e interrompeu a ofensiva do governo sobre Benghazi, disse o responsável pelo exército dos Estados Unidos,  almirante Michael Mullen. "Nós somos os vitoriosos, vocês, os vencidos. Jamais abandonaremos o campo de batalha, pois defendemos nossa terra e nossa dignidade", assegurou Kadhafi em mensagem, a segunda desde o início da operação militar internacional, lançada por conta da resolução 1973 da ONU, adotada na quinta-feira.

O líder líbio previu também uma "longa guerra", e assegurou que "todo o povo está armado" e "vencerá". As forças da coalizão liderada pelos Estados Unidos, França e Grã-Bretanha continuaram neste domingo sua operação militar, batizada de "Odyssey Dawn" (odisseia do amanhecer) pelo Pentágono.

Ao menos 19 aviões americanos, entre eles três bombardeiros furtivos B2, atacaram alvos na Líbia neste domingo durante o amanhecer, segundo o porta-voz do Comando África dos Estados Unidos (Africom) em Stuttgart, Alemanha, Kenneth Fidler.

As operações aéreas francesas também continuavam. Dezenas de veículos militares do líder líbio, entre eles tanques, foram destruídos neste domingo por bombardeios aéreos no Oeste de Benghazi, reduto dos insurgentes.

O ministro britânico das Finanças, George Osbone, afirmou que "foram tomadas todas as precauções" para evitar vítimas civis durante os bombardeios. O imediato objetivo da coalizão internacional na Líbia é proteger os civis com uma zona de exclusão aérea e não necessariamente tentar derrubar o líder Muamar Kadhafi, segundo o responsável pelo exército dos Estados Unidos. "Não se trata de ir atrás de Kadhafi ou atacá-lo nesse momento em particular", disse Mullen, chefe do Estado Maior Conjunto americano.



Visualizar Mundo Árabe em crise em um mapa maior

Bookmark and Share