Segundo Paul J. Browne, responsável pelas relações públicas da Polícia de Nova Iorque (NYPD), os pacotes continham 14 livros cujas páginas foram retiradas para que cada uma contivesse um pouco mais de 1 quilo de cocaína. A investigação da NYPD e da DEA (agência americana da luta contra o tráfico de drogas) revelou que a cocaína expedida do México chegou a um centro de classificação da companhia DHL em Cincinnati, Ohio (norte).
Os pacotes não tinham endereço nem dados para devolução.
"Entendo que como não tinham endereço, a DHL simplesmente pensou: bom esse é o símbolo do ONU, assim o enviaremos à sede e eles que averiguem a quem entregar", disse Browne. "A hipótese de trabalho agora é que possivelmente nunca se pretendeu que a droga saísse do México", explicou o policial.
"Alguém no México está provavelmente com problemas por ter perdido tal quantidade de cocaína", completou Browne, que afirmou que as bolsas eram uma "imitação ruim". A droga apreendida tem um valor de mercado de cerca de 2 milhões de dólares.
Funcionários da ONU disseram que as bolsas eram como sacos de farinha, mas tinham uma cor equivocada e não eram de nenhum material oficial. "Não era uma maleta diplomática. Isso posso afirmar categoricamente", disse por sua vez aos jornalistas o porta-voz da ONU, Martin Nesirky.