O republicano Donald Trump foi nomeado oficialmente pelo Colégio Eleitoral dos Estados Unidos, nesta segunda-feira. Apesar da intensa campanha para que seus integrantes mudassem o voto na última hora, os 306 delegados confirmaram a opção dos eleitores de seus estados a favor do presidente eleito. Desta forma, ele substituirá em 20 de janeiro o atual ocupante da Casa Branca, Barack Obama.
Os críticos deste sistema eleitoral afirmam que vai contra o princípio "um homem, uma voz" e que seu efeito perverso é levar os candidatos à presidência a fazer campanha em uma quantidade limitada de estados, deixando de lado muitas áreas do país. Apesar das críticas, este modo de votação, que data da Constituição de 1787, nunca foi modificado. Donald Trump conseguiu uma maioria tranquila no colégio eleitoral, apesar de sua rival democrata Hillary Clinton ter recebido mais votos nas urnas.
Quando compareceram às urnas em 8 de novembro, os americanos não escolheram diretamente o próximo ocupante da Casa Branca, e sim os 538 grandes eleitores que integram o colégio eleitoral, encarregados de votar para presidente. Cada estado tem um número determinado de grandes eleitores e o candidato que obtém a maioria de votos em um estado fica com todos os representantes no colégio eleitoral. A situação não é uma novidade, pois já havia acontecido em 2000, quando George W. Bush derrotou Al Gore.
Colégio Eleitoral dos Estados Unidos confirma eleição de Donald Trump
Republicano teve os votos de 306 delegados e vai substituir Obama em 20 de janeiro