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Colômbia quer mediação do Brasil para nova troca de reféns

Governo colombiano quer apoio brasileiro par entrega de dois militares sequestrados pelas Farc

O Brasil, que já participou de uma operação para libertar reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), tem a confiança do governo colombiano para intermediar uma próxima entrega de dois militares sequestrados pela guerrilha, disse nesta terça-feira uma ex-prisioneira do grupo rebelde.

"O presidente (Álvaro Uribe) diz que o Brasil tem toda a confiança; que espera a concretização destes fatos para poder definir a data (para a libertação)" dos dois militares, revelou à imprensa Consuelo Perdomo, libertada pelas Farc em janeiro de 2008, após sete anos de cativeiro.

A guerrilha das Farc anunciou em abril que libertaria, unilateralmente, o cabo Pablo Emilio Moncayo, com quase 12 anos de cativeiro; e o soldado José Calvo, além de entregar os restos mortais do major Julián Guevara.

Segundo Perdomo, o presidente Uribe já deu as "garantias e as condições" necessárias à libertação dos dois militares, mas falta a "definição da guerrilha" para que ocorra a libertação.

O Brasil participou com dois helicópteros da libertação unilateral de dois políticos e quatro militares reféns das Farc, soltos a pedido da senadora colombiana Piedad Córdoba, em fevereiro passado, sob a coordenação do Comitê Internacional da Cruz Vermelho (CICR).