Mundo

Colisão de trens na Espanha deixa 30 mortos

Autoridades alertam para possível aumento no número de vítimas após acidente em Madri

Várias brigadas de bombeiros, três helicópteros e duas unidades de terapia intensiva (UTI) móveis seguiram para a área do acidente
Várias brigadas de bombeiros, três helicópteros e duas unidades de terapia intensiva (UTI) móveis seguiram para a área do acidente Foto : Handout / Guardia Civil / AFP

Pelo menos 30 pessoas morreram nesta quarta-feira (28) na colisão de dois trens de alta velocidade a 150 quilômetros ao sul de Madri, anunciaram as autoridades regionais, que alertam que o número de vítimas pode aumentar.

O acidente aconteceu no período de campanha para as eleições gerais de 29 de novembro e menos de um ano após outro desastre ferroviário em Adamuz, na Andaluzia, no qual 46 pessoas morreram em uma colisão entre dois trens de alta velocidade, uma tragédia que comoveu a Espanha.

Várias brigadas de bombeiros, três helicópteros e duas unidades de terapia intensiva (UTI) móveis seguiram para a área do acidente. "Está interrompida a circulação na linha de alta velocidade Madri-Andaluzia devido a uma colisão entre dois trens", informou no X a empresa pública responsável pela gestão da infraestrutura ferroviária, a Adif.

Veja Também

Sánchez cancela compromissos

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, cancelou sua participação em um evento previsto para a manhã de quarta-feira em Madri, informou sua equipe. O Partido Socialista (PSOE), do qual é líder, anunciou a suspensão de todas as atividades de campanha durante o dia.

Emiliano García-Page, presidente da região de Castilla-La Mancha, anunciou que acompanhava a situação com "preocupação" e o cancelamento de sua agenda para seguir até o local. O líder do Partido Popular (PP, direita), Alberto Núñez Feijóo, também declarou no X que estava "muito preocupado" com o acidente.

Com 4.000 quilômetros de trilhos, a rede ferroviária de alta velocidade espanhola é a segunda maior do mundo, depois da chinesa, e um dos orgulhos do país.

A tragédia de Adamuz, em 18 de janeiro, provocou debates na Espanha sobre a manutenção da rede ferroviária e sobre a segurança dos passageiros, no segundo país mais visitado por turistas no planeta. O acidente, no qual um trem da empresa privada Iryo descarrilou antes de colidir com um trem da estatal Renfe que seguia no sentido contrário, também desencadeou duras críticas da oposição de direita e de extrema direita ao governo de esquerda de Pedro Sánchez.