O anúncio foi feito pouco depois do início de uma reunião entre o conselho militar e várias forças políticas, com o objetivo de encontrar uma saída para a crise. A influente Irmandade Muçulmana anunciou que participaria do encontro, que acontece a menos de uma semana antes das primeiras eleições legislativas desde a queda de Mubarak.
Milhares de pessoas começaram a reunir-se, pela tarde, na emblemática Praça Tahrir, no Cairo, para exigir uma rápida transferência do poder aos civis. Os manifestantes acusam o poder militar que querer eternizar-se e dar continuidade à política de repressão do regime de Mubarak.
Quarto dia de confrontos
Os violentos confrontos entre manifestantes e militares no país entraram, hoje, no quarto dia. Mais três mortes foram registradas entre a noite dessa segunda-feira e a manhã desta terça, o que elevou o número de vítimas para 29.
Milhares de egípcios estão acampados na Praça Tahis e enfrentaram as forças de segurança que tentavam tirá-los do local. Eles tinham uma bandeira do Egito e cantavam slogans, mostrando que o pedido de demissão do gabinete civil no dia anterior não conseguiu interromper a disseminação dos distúrbios.
Grupos pressionam pela realização de eleições presidenciais em abril de 2012 e por uma rápida transição para um governo civil. Os militares não deram uma data clara para a realização dessas eleições, mas chegaram a citar como datas possíveis o final do ano que vem ou o início de 2013. Para os manifestantes, esse seria um prazo muito demorado.