"O presidente Oleksandr Turchynov está aliviado que os reféns que foram capturados por soldados russos e do
governo da Crimeia fora libertados", disse o porta-voz do governo. Haduk estava preso desde a invasão pelas forças de autodefesa crimenianas na sede da Marinha ucraniana em Sebastopol. Cerca de 300 pessoas exigiram que os oficiais do país saíssem do local.
Poucas horas depois, o presidente interino Turchynov deu "ao poder autoproclamado da Crimeia o prazo de três horas para liberar todos os reféns" e ameaçou adotar as "medidas adequadas" de represália. O pai de um dos ucranianos liberados, o deputado Anatoli Gritsenko, informou que os reféns foram deixados nas proximidades de Chongar, perto dos postos de controle entre a Crimeia e o resto da Ucrânia.
Após esse episódio, o governo da Ucrânia anunciou ontem que fará exercícios militares, em conjunto com os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, para garantir a integridade territorial do país.
A evacuação das tropas da região da Crimeia já começou. O governo do país estima que 25 mil soldados e suas famílias devam voltar ao território ucraniano. Contudo, alguns militares que estavam na região mudaram de lado e agora prestam serviço em favor da Rússia.
Na base aérea de Belbek, localizada na costa sudoeste, os oficiais estavam saindo nesta quinta-feira carregando sacolas de plásticos com pertencentes pessoais. A base negou que o movimento pudesse ser uma evacuação e disse que a medida era apenas um reflexo da preocupação de que as forças pró-russas saqueassem as instalações.
Um major da base, que não foi identificado, estima que metade dos militares de Belbek deva aceitar a oferta do governo russo e permaneça no local a serviço de Moscou.