Três deles haviam sido transferidos pouco antes para a sala especialmente projetada para os cinco homens acusados de ter organizado os atentados. Eles aparecem pela primeira vez em público, depois de mais de três anos, desde que o procedimento foi interrompido com a eleição de Barack Obama.
O presidente americano queria que o julgamento ocorresse em Manhattan, próximo de onde estavam as Torres Gêmeas. Mas foi impedido pela oposição republicana no Congresso, que bloqueou a transferência a território americano dos acusados de terrorismo.
Khaled Cheij Mohamed, um kwaitiano de 47 anos, o iemenita Ramzi ben al-Chaiba, o paquistanês Alí Abd al-Aziz Alí, apelidado de Mohamed al-Baluchi, e os sauditas Walid ben Attach e Mustafah al-Hussawi, serão julgados por "serem responsáveis pela preparação e execução dos atentados de 11 de setembro em Nova Iorque, Washington e Shanksville (Pensilvânia), que mataram 2.976 pessoas", segundo o Departamento de Defesa americano. Caso sejam declarados culpados, os acusados enfrentarão pena de morte.
Familiares apelam por justiça
Familiares das vítimas dos atentados de 11 de setembro expressaram nessa sexta-feira seu desejo de justiça, um dia antes do início do julgamento. Os representantes das famílias presentes na base naval americana em Cuba foram selecionados por meio de sorteio para assistir a audiência. Os demais poderão acompanhar o ato em telões gigantes colocados em quatro bases militares em solo americano.