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Comoção em Atenas com danos provocados pela violência

Edifícios foram destruídos por incêndios nos protestos contra plano de austeridade grego

Comoção em Atenas com danos provocados pela violência
Comoção em Atenas com danos provocados pela violência Foto : AFP
Fumaças e escombros de edifícios neoclássicos e vidraças quebradas: os atenienses constataram nesta segunda-feira com consternação a extensão dos danos no centro da cidade após uma noite de violência à margem de uma gigantesca manifestação contra o plano de austeridade aprovado pelo Parlamento. Segundo o balanço oficial, 45 edifícios foram total ou parcialmente destruídos pelos incêndios intencionais, enquanto as vidraças despedaçadas ou cortinas metálicas retorcidas são vistas nas grandes avenidas do centro de Atenas.

O objetivo dos manifestantes foi expressar rejeição à adoção de um novo plano de ajuste, exigido pela União Europeia (UE) e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para manter a ajuda financeira à Grécia e assegurar sua permanência na zona do euro.

"Isto me recorda dezembro de 2008", declarou à AFP o vice-prefeito, responsável pela limpeza urbana, Andréas Varélas, em referência ao mês de violência que a capital grega viveu naquele ano após o assassinato de um adolescente por um policial. De acordo com o ministério da Saúde, 54 pessoas ficaram feridas. A polícia anunciou que 68 agentes foram feridos.

Segundo Varélas, a violência afetou especialmente "edifícios emblemáticos, uma dezenas de edifícios neoclássicos" do início do século XX. Dois cinemas históricos foram reduzidos a fumaças. "Tenho vergonha, isto é coisa de vândalos", comentou diante dos destroços do cinema Elpo um agente de segurança de 55 anos, que admitiu ter participado das manifestações.

O primeiro-ministro da Grécia, Lucas Papademos, pediu à população que mantivesse a calma enquanto o Parlamento debatia o programa de austeridade fiscal. Num discurso pouco antes da votação, Papademos disse que o "vandalismo e a destruição não têm lugar numa democracia e não serão tolerados". Segundo ele, a Grécia "não se pode dar o luxo de protestar neste momento".

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