O objetivo dos manifestantes foi expressar rejeição à adoção de um novo plano de ajuste, exigido pela União Europeia (UE) e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para manter a ajuda financeira à Grécia e assegurar sua permanência na zona do euro.
"Isto me recorda dezembro de 2008", declarou à AFP o vice-prefeito, responsável pela limpeza urbana, Andréas Varélas, em referência ao mês de violência que a capital grega viveu naquele ano após o assassinato de um adolescente por um policial. De acordo com o ministério da Saúde, 54 pessoas ficaram feridas. A polícia anunciou que 68 agentes foram feridos.
Segundo Varélas, a violência afetou especialmente "edifícios emblemáticos, uma dezenas de edifícios neoclássicos" do início do século XX. Dois cinemas históricos foram reduzidos a fumaças. "Tenho vergonha, isto é coisa de vândalos", comentou diante dos destroços do cinema Elpo um agente de segurança de 55 anos, que admitiu ter participado das manifestações.
O primeiro-ministro da Grécia, Lucas Papademos, pediu à população que mantivesse a calma enquanto o Parlamento debatia o programa de austeridade fiscal. Num discurso pouco antes da votação, Papademos disse que o "vandalismo e a destruição não têm lugar numa democracia e não serão tolerados". Segundo ele, a Grécia "não se pode dar o luxo de protestar neste momento".