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Companhias aéreas cancelam voos ao México após morte de chefe narco

Empresas dos EUA e Canadá suspendem rotas devido a distúrbios e operação militar em estados mexicanos

Várias companhias aéreas americanas e canadenses cancelaram neste domingo (22) dezenas de voos para destinos no México após distúrbios relacionados a uma operação militar na qual morreu o chefe do narcotráfico Nemesio Oseguera, um importante líder do crime organizado. As companhias americanas United, Southwest e Alaska, assim como as canadenses Air Canada e WestJet/Sunwing, anunciaram em comunicados separados o cancelamento de voos para Puerto Vallarta, Guadalajara e também para Manzanillo. Várias empresas precisaram que alguns aviões tiveram que retornar quando já estavam a caminho do México.

Jogos esportivos também foram suspensos

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O jogo entre Querétaro e Juárez, pela 7ª rodada do Campeonato Mexicano, foi suspenso por atos de violência ocorridos após a morte do narcotraficante Nemesio Oseguera, conhecido como 'El Mencho'. A partida deveria ter sido disputada no estádio La Corregidora, na cidade de Querétaro, onde está marcado para a próxima quarta-feira um amistoso da seleção do México contra a Islândia como preparação para a Copa do Mundo de 2026. 'O jogo entre os clubes Querétaro e Juárez, correspondente à 7ª rodada do torneio Clausura 2026, que seria disputada no estádio La Corregidora, será remarcado', anunciou a primeira divisão do futebol mexicano em comunicado.

O estádio La Corregidora está localizado perto de Jalisco, estado onde o exército mexicano confirmou neste domingo a morte de Oseguera, líder do Cartel Jalisco Nova Geração, e onde homens armados montaram bloqueios com carros e caminhões incendiados em resposta à operação.

A liga feminina também suspendeu o clássico entre Guadalajara e América, programado para o estádio Akron, em Zapopan (Guadalajara), e a Liga Expansión (segunda divisão) adiou o duelo entre Tapatío e Tlaxcala, previsto para o estadio Gregorio 'Tepa' Gómez, também no estado de Jalisco. 'El Mencho', de 59 anos, era um dos narcotraficantes mais procurados pelo México e pelos Estados Unidos, que ofereciam uma recompensa de US$ 15 milhões (R$ 78 milhões na cotação atual)