O Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou que não conseguiu contato com nenhum brasileiro e autoridades competentes no Chile após o terremoto de 8,8 graus de magnitude na escala Richter que atingiu o país nesta madrugada. Segundo a assessoria de imprensa da pasta, não há comunicação com o país atingido devido à total interrupção dos sistemas e meios de comunicação.
A Embaixada e o Consulado Geral do Brasil em Santiago estão trabalhando para dar apoio aos brasileiros que estão no país. Informações referentes a cidadãos brasileiros no Chile poderão ser obtidas pelo telefone (61) 8197-2284, do Núcleo de Assistência a Brasileiros.
Segundo o governo do Chile, pelo menos 122 mortes já foram confirmadas.
Alertas de tsunami foram emitidos
Habitantes do Havaí foram alertados para se protegerem da possibilidade de um tsunami atingir a ilha. Ondas poderão atingir países da Ásia e da Oceania num período de 24 horas após o abalo registrado no Chile.
Embora seja difícil prever, não se espera que o tsunami seja tão devastador quanto as ondas geradas pelo maior tremor da história, de 9,5 graus, que atingiu a mesma região do Chile em 1960. Na ocasião, foram mortas 140 pessoas no Japão, 61 no Havaí e 32 nas Filipinas.
Hoje, a maior parte dos países, à espera de novas informações, não determinou evacuações, preferindo apenas pedir às pessoas que vivem em áreas mais baixas que fiquem atentas a novas informações. O Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico no Havaí avisou que é possível que haja um tsunami no Pacífico Norte, que poderia atingir a Costa Oeste dos EUA e o Alasca.
A Agência Meteorológica do Japão disse que ainda investiga a probabilidade de tsunami, mas não emitiu um alerta costeiro oficial. A Austrália, por sua vez, foi colocada em observação para tsunamis. O Instituto de Vulcanologia e Sismologia das Filipinas emitiu um alerta de nível baixo, afirmando que as pessoas devem esperar mais notificações, e não recomendou evacuações.
A presidente do Chile, Michele Bachelet, ainda não há informações sobre a quantidade de feridos. Imagens de televisão mostram prédios e casas destruídos e alguns edifícios em chamas em Concepción, a segunda maior cidade chilena, localizada a 115 quilômetros do epicentro do abalo. Pessoas feridas estendem-se pelo chão ou em macas, e serviços de telefonia e de fornecimento de água e eletricidade foram cortados. Muitas rodovias também teriam sido bloqueadas.
Argentina e Uruguai sentem efeitos do terremoto chileno
O terremoto no Chile foi sentido no lado argentino da fronteira, especialmente nas províncias de Mendoza e de San Juan. Ambas províncias foram o cenário de fortes terremotos no passado. Em San Juan, o governador José Luis Giojia, pediu calma à população. O terremoto foi sentido com intensidade na cidade de San Juan, mas não houve danos materiais.
Os efeitos do tremor foram sentidos levemente pelos residentes dos edifícios mais altos do bairro de Palermo em Buenos Aires. A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, conversou com a presidente do Chile, Michelle Bachelet, com a qual havia estado reunida na véspera, e ofereceu total respaldo para que o Chile enfrente os efeitos da catástrofe.
Do outro lado do Rio da Prata, em Montevidéu, no Uruguai, pessoas que estavam nos prédios mais elevados do bairro de Carrasco também sentiram o leve efeito do terremoto chileno.
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