A presidência sul-africana da conferência estendeu os trabalhos para buscar um acordo em três grandes temas: um regime legal que comprometa todos os países na luta contra as mudanças climáticas, a renovação do Protocolo de Quioto, que obriga as nações ricas a reduzir as emissões de gases poluentes, e a criação de um Fundo Verde para ajudar os países pequenos e em dificuldades.
A Europa propôs a renovação do Protocolo de Quioto, que tem validade até 2012, o que deixaria o planeta sem um acordo legal que obrigue os países a reduzir as emissões. Os europeus exigem em troca que os países, em especial os grandes emissores de gases nocivos ao clima (como China, Índia, Brasil e Estados Unidos, país que nunca ratificou o ttratado), aceitem um instrumento legal que torne obrigatórios seus compromissos de corte de emissões, que seria definido até 2015.
África do Sul, Brasil e quase 90 países entre os mais vulneráveis às mudanças climáticas respaldam o plano europeu, segundo a comissária europeia do Clima, Connie Hedegaard. "Um acordo é possível, mas estamos muito atrasados", declarou o ministro alemão do Meio Ambiente, Nobert Rüttgen.