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Conflito no Oriente pauta debate entre vices à Casa Branca

Democrata Joe Biden rebateu críticas do republicano Paul Ryan em primeiro confronto nos EUA

Conflito no Oriente pauta debate entre vices à Casa Branca
Conflito no Oriente pauta debate entre vices à Casa Branca Foto : Chip Somodevilla/Getty Images/AFP/CP
Os candidatos a vice-presidente dos Estados Unidos, o democrata Joe Biden (Obama), e o adversário republicano Paul Ryan (Romney), enfrentam-se em debate na noite desta quinta-feira em Danville, no Kentucky. Os dois entraram no auditório do Centre College às 21h para um debate de 90 minutos, dedicado a temas de política doméstica e externa dos Estados Unidos.

O debate, mediado pela jornalista Martha Raddatz, da ABC News, foi dividido em nove blocos. A jornalista fez perguntas a cada um dos candidatos no início de cada um dos segmentos. Em seguida, Ryan e Biden tiveram dois minutos cada para responder e comentar.  Na pergunta de abertura, Raddatz questionou se o ataque contra o consulado americano em Benghazi, na Líbia, no 10º aniversário do 11 de setembro, resultou de uma falha de segurança.

Joe Biden afirmou que quaisquer "erros" cometidos pela atual administração em Benghazi não se repetirão. Ryan, por sua vez, criticou a demora do presidente americano, Barack Obama, em tratar o ataque como um atentado terrorista, o que demonstraria que a política externa do governo democrata estaria "desmoronando". "Nós vamos encontrar e levar à Justiça os homens que fizeram isto. Quaisquer erros que tenham sido cometidos, não se repetirão", prometeu Biden.

O candidato republicano seguid criticando Obama. "Não deveríamos ter um destacamento militar para proteger nosso embaixador em Benghazi?", questionou o republicano, avaliando que os recentes ataques antiamericanos no mundo árabe demonstram que "quando damos a impressão de sermos fracos, nossos inimigos são mais inclinados a nos testar".

"Esta questão em Benghazi seria uma tragédia em si", afirmou Ryan. "Mas infelizmente, é um indício de um problema mais amplo, e o que estamos vendo é o desmoronamento da política externa de Obama, que está tornando as coisas mais caóticas e deixando-nos menos seguros", avaliou o candidato de oposição. Biden contra-atacou. "Com todo o respeito, isto é um monte de besteiras", resumiu o democrata. "Nada do que ele disse é correto."

Porém, o vice-presidente admitiu que o governo foi mal informado pelas agências de inteligência na sequência do ataque e disse que haverá uma investigação para garantir que os mesmos erros não voltem a ser cometidos. Após o incidente, o governo Obama inicialmente tratou o caso como um protesto contra um filme anti-islâmico que saiu do controle, antes de reconhecer posteriormente que se tratou de um ataque planejado por militantes armados.

Os dois candidatos voltaram a se enfrentar sobre outro tema sensível do Oriente Médio: o programa nuclear iraniano.
Para o candidato republicano, a segurança dos Estados Unidos se debilitou nos últimos quatro anos. "Quando Barack Obama foi eleito, (os iranianos) tinham material nuclear para fabricar uma bomba. Atualmente, eles têm quantidade para cinco", acusou Paul Ryan. "Incrível!", reagiu Biden, ofendido. Para ele, a República Islâmica ainda está "bem longe" de conseguir a bomba atômica.

"Os israelenses e os Estados Unidos, assim como todos os serviços de inteligência militares chegaram às mesmas conclusões quanto ao fato de saber se o Irã está perto de ter uma arma nuclear. Eles ainda estão longe", disse o democrata. "Nós não vamos permitir que os iranianos tenham a arma nuclear", assegurou. O Ocidente e Israel acusam Teerã de esconder o desenvolvimento da bomba atômica sob um suposto programa nuclear civil, o que o regime nega.

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