Devido aos atos de militantes favoráveis ao presidente deposto, forças contrárias a Mursi lançaram um chamado para que se manifestem em massa para contra-atacar as manifestações. "A Frente de Salvação Nacional (FSN) lança uma convocação urgente para que todos se mobilizem em todas as praças do Egito em apoio à revolução de 30 de junho", em referência à data que começaram os protestos em massa que resultaram na queda de Mursi.
Diversos atps seguem se espalhando pelo país. Pelo menos três opositores morreram em combates contra favoráveis a Mursi em Al-Minya, centro do Egito. Um soldado egípcio morreu e outros dois ficaram feridos em ataques simultâneos de militantes islâmicos contra postos da polícia e do Exército na região do Sinai, norte do país. Depois disso, autoridades egípcias fecharam a passagem de Rafah, na fronteira com a Faixa de Gaza.
Mursi é transferido
O presidente egípcio destituído pelo Exército foi transferido ao amanhecer para a sede do Ministério da Defesa, enquanto toda sua equipe permanece detida em um edifício militar. A detenção do primeiro presidente eleito democraticamente no Egito é a primeira etapa de uma série de medidas das forças de segurança, que têm fechado o cerco à Irmandade Muçulmana, movimento ao qual Mursi pertence, expedindo 300 mandados de prisão contra seus membros.
O Exército suspendeu a Constituição e nomeou o presidente da Corte Constitucional, Adly Mansour, como presidente interino. Na madrugada desta sexta-feira, o Exército egípcio fez um apelo à unidade e à "reconciliação".
As Forças Armadas pediram, sobretudo, que se rejeite "a vingança" para que seja possível "concretizar a reconciliação nacional", em um texto publicado na página oficial de seu porta-voz no Facebook. Ainda segundo a nota, "as medidas excepcionais e arbitrárias contra qualquer movimento político" devem ser evitadas.