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Confronto entre Exército e partidários de Mursi causa três mortes no Cairo

Protestos contrários e favoráveis ao presidente deposto se espalham pelo Egito

Confusão no Cairo deixou três manifestantes mortos
Confusão no Cairo deixou três manifestantes mortos Foto : Mahmud HMS / AFP / CP
Três manifestantes morreram e vários ficaram feridos nesta sexta-feira em um tiroteio entre o Exército do Egito e partidários do derrubado presidente Mohamed Mursi, no Cairo, capital do país. Os disparos ocorreram perto de um prédio da Guarda Republicana, uma unidade militar encarregada de proteger a presidência egípcia.

Devido aos atos de militantes favoráveis ao presidente deposto, forças contrárias a Mursi lançaram um chamado  para que se manifestem em massa para contra-atacar as manifestações. "A Frente de Salvação Nacional (FSN) lança uma convocação urgente para que todos se mobilizem em todas as praças do Egito em apoio à revolução de 30 de junho", em referência à data que começaram os protestos em massa que resultaram na queda de Mursi.

Diversos atps seguem se espalhando pelo país. Pelo menos três opositores morreram em combates contra favoráveis a Mursi em Al-Minya, centro do Egito. Um soldado egípcio morreu e outros dois ficaram feridos em ataques simultâneos de militantes islâmicos contra postos da polícia e do Exército na região do Sinai, norte do país. Depois disso, autoridades egípcias fecharam a passagem de Rafah, na fronteira com a Faixa de Gaza.

Mursi é transferido

O presidente egípcio destituído pelo Exército foi transferido ao amanhecer para a sede do Ministério da Defesa, enquanto toda sua equipe permanece detida em um edifício militar. A detenção do primeiro presidente eleito democraticamente no Egito é a primeira etapa de uma série de medidas das forças de segurança, que têm fechado o cerco à Irmandade Muçulmana, movimento ao qual Mursi pertence, expedindo 300 mandados de prisão contra seus membros.

O Exército suspendeu a Constituição e nomeou o presidente da Corte Constitucional, Adly Mansour, como presidente interino. Na madrugada desta sexta-feira, o Exército egípcio fez um apelo à unidade e à "reconciliação".

As Forças Armadas pediram, sobretudo, que se rejeite "a vingança" para que seja possível "concretizar a reconciliação nacional", em um texto publicado na página oficial de seu porta-voz no Facebook. Ainda segundo a nota, "as medidas excepcionais e arbitrárias contra qualquer movimento político" devem ser evitadas.

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