Dezenas de milhares de pessoas participaram hoje de uma das mais importantes manifestações desde o início das revoltas no país, em 15 de março. A suspensão na quinta-feira, por parte do presidente Bashar al-Assad, do estado de emergência, em vigor desde 1963, não impediu a grande mobilização.
Pelo menos 14 pessoas morreram na localidade de Ezreh, na província de Deraa (ao sul de Damasco), epicentro dos protestos. Uma décima quinta vítima morreu em Hirak, também na província de Deraa.
Outras nove morreram em Duma, a 15 km ao norte de Damasco, segundo as fontes. Duas pessoas morreram em Barzeh, uma em Harasta e três em Maadamiya, localidades da periferia de Damasco, completaram as testemunhas.
Mais duas pessoas morreram em Hama, 210 km ao norte de Damasco, duas em Latakia, o principal porto do país localizado a 350 km a noroeste de Damasco, e quatro na cidade de Homs (centro). Além disso, várias dezenas de pessoas ficaram feridas por disparos das forças de segurança.
Segundo o militante dos direitos humanos, Nauar Al Omar, a força pública abriu fogo em Homs "para dispersar três grupos de manifestantes que se dirigiam à praça central". Em Banias, nordeste da Síria, 10 mil pessoas protestavam. Os manifestantes, entre eles árabes, curdos e cristãos siríacos, afluíam à mesquita Qasmo, agitando bandeiras sírias. Alguns levavam faixas com os dizeres: "árabes, siríacos e curdos contra a corrupção".
Casa Branca pede o fim da violência
A Casa Branca pediu nesta sexta-feira o fim da violência na Síria. Segundo o porta-voz Jay Carney, os Estados Unidos acompanham a situação de perto.
"Pedimos ao governo sírio que cumpra suas promessas e tome ações no sentido de realizar as reformas concretas que foram prometidas", completou Carney, falando a jornalistas a bordo do avião presidencial Air Force One.