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Confrontos deixam mais de 70 mortos em protestos na Síria

Forças de segurança dispararam contra manifestantes

Confrontos em manifestações deixam mais de 70 mortos na Síria
Confrontos em manifestações deixam mais de 70 mortos na Síria Foto : AFP
Mais de 70 pessoas morreram nesta sexta-feira quando forças de segurança atiraram contra manifestantes antigoverno na Síria, de acordo com novo balanço divulgado por ativistas de direitos humanos. "As forças de segurança sírias cometeram massacres em diversas cidades e regiões hoje, matando até agora 72 pessoas e ferindo centenas", disse a organização sediada em Londres Syrian Human Rights Comittee em comunicado recebido.

Dezenas de milhares de pessoas participaram hoje de uma das mais importantes manifestações desde o início das revoltas no país, em 15 de março. A suspensão na quinta-feira, por parte do presidente Bashar al-Assad, do estado de emergência, em vigor desde 1963, não impediu a grande mobilização.

Pelo menos 14 pessoas morreram na localidade de Ezreh, na província de Deraa (ao sul de Damasco), epicentro dos protestos. Uma décima quinta vítima morreu em Hirak, também na província de Deraa.

Outras nove morreram em Duma, a 15 km ao norte de Damasco, segundo as fontes. Duas pessoas morreram em Barzeh, uma em Harasta e três em Maadamiya, localidades da periferia de Damasco, completaram as testemunhas.

Mais duas pessoas morreram em Hama, 210 km ao norte de Damasco, duas em Latakia, o principal porto do país localizado a 350 km a noroeste de Damasco, e quatro na cidade de Homs (centro). Além disso, várias dezenas de pessoas ficaram feridas por disparos das forças de segurança.

Segundo o militante dos direitos humanos, Nauar Al Omar, a força pública abriu fogo em Homs "para dispersar três grupos de manifestantes que se dirigiam à praça central". Em Banias, nordeste da Síria, 10 mil pessoas protestavam. Os manifestantes, entre eles árabes, curdos e cristãos siríacos, afluíam à mesquita Qasmo, agitando bandeiras sírias. Alguns levavam faixas com os dizeres: "árabes, siríacos e curdos contra a corrupção".

Casa Branca pede o fim da violência

A Casa Branca pediu nesta sexta-feira o fim da violência na Síria. Segundo o porta-voz Jay Carney, os Estados Unidos acompanham a situação de perto.

"Pedimos ao governo sírio que cumpra suas promessas e tome ações no sentido de realizar as reformas concretas que foram prometidas", completou Carney, falando a jornalistas a bordo do avião presidencial Air Force One.


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