Pelo menos dez pessoas ficaram feridas durante o ataque desencadeado por um grupo armado de partidários do presidente deposto contra a sede dos serviços de segurança da cidade, situada na costa mediterrânea, próxima da fronteira com a Líbia.
Jornalistas presos
Os serviços de segurança egípcios interromperam hoje a transmissão da cadeia de televisão pertencente à Irmandade Muçulmana, o movimento que era liderado por Mursi antes de ser eleito presidente, há cerca de um ano, disse um colaborador do chefe de Estado à agência noticiosa AFP. Os funcionários da sucursal egípcia da Al Jazeera, Al Jazeera Mobasher, foram igualmente detidos depois de a estação ter transmitido um discurso do presidente.
Anistia Internacional pede respeito a direitos humanos
A Anistia Internacional pediu que as forças de segurança, incluindo o Exército, façam o que estiver ao alcance para proteger os direitos humanos do povo egípcio, independentemente da filiação política. "Neste momento de grande tensão e com a Constituição suspensa, é mais importante do que nunca que os militares cumpram com as obrigações do Egito sob a lei internacional de direitos humanos", disse Salil Shetty, secretário-geral da Anistia Internacional, em nota da organização.
De acordo com a Anistia Internacional, há histórico de violação de direitos humanos no Egito por parte das Forças Armadas e da polícia. O Exército, segundo a organização, informou que vai usar "máxima força e determinação" se houver atos de violência. “Em meio a temores de possíveis represálias e ataques de vingança contra partidários do presidente Mursi, juntamente com a tendência preocupante de violência da multidão e agressões sexuais contra as mulheres, este é um momento de extrema cautela", disse Shetty.
Para a Anistia Internacional, nenhuma pessoa deve sofrer punição por exercer, pacificamente, a liberdade de expressão, de associação ou reunião. “Qualquer pessoa detida deve ser prontamente acusada por algum crime previsto em lei ou liberada. E as forças de segurança devem abster-se de usar a força excessiva e desnecessária”, defendeu a entidade, que tem observadores no Egito.