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Confrontos marcam segundo dia de greve no Chile

Polícia usa jatos de água para conter manifestações

O Chile enfrenta o segundo dia de greve geral nesta quinta-feira
O Chile enfrenta o segundo dia de greve geral nesta quinta-feira Foto : Martin Bernetti / AFP / CP
Confrontos e saques foram registrados na madrugada desta quinta-feira em vários pontos de Santiago, no segundo dia da greve geral convocada pela maior central sindical do Chile. A paralisação de 48 horas paralisou parcialmente o país ontem.  A polícia utiliza jatos de água para conter os manifestantes, entre estudantes e trabalhadores.

A greve obteve a adesão de sindicatos, estudantes, professores, partidos políticos de esquerda e até mesmo de algumas empresas privadas. O país vive há mais de três meses protestos de estudantes e professores do ensino médio e universitário, que pedem educação pública gratuita e de qualidade, e agora a greve estendeu-se para outros setores. As reivindicações vão desde a redução dos preços dos combustíveis até uma reforma na Constituição, passando por uma mudança no Código de Trabalho. Além disso, especula-se sobre a possibilidade de a greve se transformar em um levante generalizado para derrubar o governo do direitista Sebastián Piñera.

De acordo com informações do governo chileno, a adesão à greve foi baixa e apenas 5,5% dos funcionários públicos do país aderiram a ela. Contudo, a Associação Nacional de Funcionários Públicos (Anef, na sigla em espanhol) calculou uma adesão de 80% da classe.


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