A greve obteve a adesão de sindicatos, estudantes, professores, partidos políticos de esquerda e até mesmo de algumas empresas privadas. O país vive há mais de três meses protestos de estudantes e professores do ensino médio e universitário, que pedem educação pública gratuita e de qualidade, e agora a greve estendeu-se para outros setores. As reivindicações vão desde a redução dos preços dos combustíveis até uma reforma na Constituição, passando por uma mudança no Código de Trabalho. Além disso, especula-se sobre a possibilidade de a greve se transformar em um levante generalizado para derrubar o governo do direitista Sebastián Piñera.
De acordo com informações do governo chileno, a adesão à greve foi baixa e apenas 5,5% dos funcionários públicos do país aderiram a ela. Contudo, a Associação Nacional de Funcionários Públicos (Anef, na sigla em espanhol) calculou uma adesão de 80% da classe.