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Tiros esporádicos começaram a ser ouvidos às 4h locais (0h de Brasília) e prosseguiam com o passar das horas. Os disparos, procedentes da ponte de Outubro, onde permanecem posicionados os partidários de Mubarak, também deixaram vários feridos.
Os tanques do Exército que cercam a praça executavam manobras na manhã desta quinta-feira, mas não estava claro se deixariam o local.
A praça Tahrir é o epicentro da revolta popular que há dez dias exige a queda de Mubarak. Os protestos se tornaram violentos nesta quarta-feira, quando partidários do presidente passaram a atacar os manifestantes posicionados no centro da capital.
Embora o número oficial de feridos no confronto seja de pouco mais de 600, fontes médicas citadas pela agência Reuters disseram que a cifra real pode passar de 1, 5 mil.
Exército pode começar a intervir
Um general da reserva do Exército do Egito disse a um jornalista da rádio britânica BBC4 que as Forças Armadas estão prontas para agir e que "Mubarak estará fora do governo amanhã (sexta-feira)]".
Até agora, o Exército tem procurado não intervir nos protestos, mas testemunhas citadas pelo jornal britânico The Guardian disseram que soldados ordenaram aos apoiadores do presidente que se retirem da região da praça Tahrir.
Ainda de acordo com o general citado pela BBC, as Forças Armadas "estão prontas para atirar contra os apoiadores de Mubarak se eles atacarem os manifestantes nesta quinta-feira".