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Confrontos no Egito deixam três mortos e 257 feridos

Foi a primeira explosão de violência com vítimas fatais desde a morte de 42 pessoas em novembro

Foi a primeira explosão de violência com vítimas fatais desde a morte de 42 pessoas em novembro
Foi a primeira explosão de violência com vítimas fatais desde a morte de 42 pessoas em novembro Foto : AFP / CP
Tropas egípcias entraram em confronto com manifestantes contrários ao governo militar no poder nesta sexta-feira, deixando três mortos e 257 feridos na pior onda de violência em semanas no Egito. Segundo um funcionário do ministério da Saúde, duas vítimas fatais foram baleadas. 

Os incidentes ocorreram depois que um manifestante ensanguentado relatou ter sido detido e espancado pelos soldados, o que provocou a ira de seus colegas que ameaçaram apedrejar os militares. Os soldados responderam com disparos para o ar, usaram canhões d'água e lançaram pedras contra os manifestantes.

Segundo a TV estatal, 32 membros das forças de segurança ficaram feridos, inclusive um oficial atingido por disparos feitos de uma arma que seria dos manifestantes. Eles também atiraram bombas incendiárias, enquanto as tropas e a polícia militar atacavam repetidamente a multidão.

Um oficial militar culpou os manifestantes pela violência, dizendo à AFP que os soldados envolvidos nos confrontos tinham a missão de proteger o gabinete e não tentaram interromper a manifestação pacífica. Mohamed ElBaradei, o ex-chefe de fiscalização nuclear da ONU, dissidente e candidato à presidência, condenou o que chamou de tentativa selvagem de dispersão da manifestação pacífica.

O partido Justiça e Igualdade da Irmandade Muçulmana, que está na frente nas eleições parlamentares até agora, condenou "o ataque aos manifestantes e a a tentativa de dispersá-los". O partido pediu aos militares para proteger os manifestantes de homens que chogavam pedras dos telhados.

Na tentativa de acalmar os manifestantes o govern ordenou o tratamento de todos os civis feridos em hospitais militares, que normalmente são melhor equipados que os civis, segundo informações da televisão estatal.

Entenda a onda de violência no Egito

Esta é da primeira explosão de violência com vítimas fatais desde a morte de 42 pessoas no mês passado em confrontos semelhantes, pouco antes das eleições realizadas em 28 de novembro. As Forças Armadas do Egito chegaram a apresentar um pedido de desculpas pelas mortes registradas.

Os manifestantes acampam desde 25 de novembro em frente à sede de governo, a alguns metros da Praça Tahrir, no centro da cidade, para protestar contra a nomeçaão pelo exército de Kamas al Ganzuri, ex-premiê do derrocado presidente Hosni Mubarak, para dirigir o governo.

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