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Congo registra mais de mil casos e 254 mortos em novo surto de ebola

Autoridades do país confirmam 1.003 casos e 254 óbitos, com taxa de letalidade de 25,3% da febre hemorrágica

Nova eclosão da doença é causada pela rara cepa Bundibugyo, para a qual ainda não existe vacina nem tratamento específico
Nova eclosão da doença é causada pela rara cepa Bundibugyo, para a qual ainda não existe vacina nem tratamento específico Foto : Benediction Murhabazi / AFP

A República Democrática do Congo registrou mais de 1.000 casos de ebola no atual surto, que superou a marca de 250 mortes, segundo dados oficiais divulgados nesta segunda-feira (22).

O Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) da RDC confirmou 1.003 casos e 254 óbitos, o que representa uma taxa de letalidade de 25,3%. A atual crise de febre hemorrágica foi declaradoa em 15 de maio.

Conflitos na região

Quase todos os casos estão concentrados na província de Ituri, no nordeste do país, uma região devastada por conflitos e pela atuação de grupos armados. Ao todo, três províncias foram afetadas: Ituri, Kivu do Norte e Kivu do Sul, onde vivem cerca de 15 milhões de pessoas.

O vírus também se espalhou para a vizinha Uganda, onde a Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou 20 casos e duas mortes. No entanto, o governo de Uganda afirmou no início deste mês que a situação estava "sob controle".

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Cepa rara e vacinas

O surto é causado pela rara cepa Bundibugyo do vírus ebola, para a qual não existe vacina nem tratamento específico. As vacinas atualmente disponíveis contra a doença, desenvolvidas entre 2018 e 2019, são eficazes apenas para a cepa Zaire, que provocou grandes epidemias no passado.

A OMS declarou uma emergência de saúde pública de importância internacional e advertiu que a epidemia poderá se prolongar por vários meses.