O Congresso do Equador aceitou, neste domingo, abrir o julgamento do impeachment do vice-presidente, Jorge Glas, condenado em primeira instância à prisão por receber propinas da construtora brasileira Odebrecht, se aproximando da destituição do cargo.
Com quatro votos dos sete integrantes, o Conselho de Administração Legislativa (CAL) aprovou o processo, que agora será encaminhado à Corte Constitucional. O tribunal deve informar se admite ou não o processo de impeachment. O vice-presidente, eleito há oito meses na chapa do presidente Lenín Moreno, cumpre prisão preventiva desde 2 de outubro passado.
Glas foi condenado na última quarta-feira pelo crime de associação ilícita a seis anos de prisão, por ter recebido propinas milionárias da Odebrecht. Caso seja definitivamente afastado do cargo, o presidente do Equador, Lenin Moreno, enviaria uma lista para o Congresso, que, a partir dela, elegeria o novo vice-presidente do país.
Casos de corrupção com a empresa brasileira também geraram processos contra o governante venezuelano Nicolás Maduro e o peruano, Pedro Pablo Kuczynski.
Congresso do Equador aprova julgamento do vice-presidente por caso Odebrecht
Jorge Glas foi condenado em primeira instância por ter recebido propina de empreiteira brasileira