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Congresso dos EUA aprova orçamento e encerra shutdown

Texto deve seguir para sanção do presidente Donald Trump

Texto deve seguir para sanção do presidente Donald Trump
Texto deve seguir para sanção do presidente Donald Trump Foto : Mark Wilson / Getty Images North America / AFP / CP
O Congresso americano aprovou o projeto orçamentário federal, após horas de atraso, e agora o texto segue para sanção do presidente Donald Trump para pôr fim ao segundo "shutdown" do governo em três semanas. Por 240 votos contra 186, a Câmara apoiou o pacote bipartidário que estende os recursos do governo até 23 de março e eleva o limite dos gastos federais em quase 300 bilhões de dólares para os próximos dois anos. Pouco depois da meia-noite, o projeto havia recebido sinal verde no Senado.

A paralisação do governo, chamada em inglês de shutdown, é a segunda este ano e provoca o fechamento de agências, parques nacionais e de programas mantidos com verbas federais. Tecnicamente, o governo fica sem dinheiro para cumprir seus compromissos. A administração de Donald Trump avisou, por volta de 23h da última quinta-feira, que os órgãos federais deveriam se preparar para a paralisação. Em janeiro, o governo federal ficou paralisado três dias. Dessa vez, a expectativa, no início da madrugada, era de que a paralisação pudesse ser encerrada no decorrer do dia, mas
depois do término da votação no Senado, o projeto ainda precisa ir ao plenário da Casa de Representantes (a Câmara dos Deputados).

A última paralisação começou no dia 20 de janeiro, quando o Congresso não conseguiu aprovar - por falta de acordo - uma lei de gastos de curto prazo. A paralisação terminou três dias depois, com a aprovação de uma lei para o governo voltar às atividades na última quinta-feira. O projeto orçamentário teve aumento de gastos federais de mais de US$ 300 bilhões e isso se soma ao impasse sobre o futuro dos jovens beneficiários do Daca - o programa de ação deferida para imigrantes chegados na Infância. O programa perderá a validade no dia 23 de março se a Lei de Imigração, em análise no Congresso, não incluir uma proteção aos jovens beneficários, cerca de 800 mil em todo o país.