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Congresso dos EUA debate eventual bombardeio à Líbia

Para secretário de Defesa, instalação de uma zona de exclusão aérea começa com um ataque

O secretário de Defesa americano, Robert Gates, foi taxativo ao explicar quais são os prós e os contras de uma ação militar dos Estados Unidos para conter a escalada da violência na Líbia. Em uma audiência no Senado nesta quarta-feira, ele defendeu que a instalação de uma zona de exclusão aérea "começa com um ataque à Líbia para destruir sua defesa”. A proposta foi originalmente apresentada pelo Reino Unido.

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Gates disse ao Comitê de Relações Exteriores do Senado que “a operação precisaria de mais caças” do que aqueles já estacionados na região. O titular da Defesa disse ainda que basta o presidente Barack Obama ordenar para que as Forças Armadas dos EUA executem a operação.

Gates alertou, no entanto, que se trata de “uma grande operação, em um grande país”, e que com frentes de guerra abertas no Afeganistão e no Iraque, os militares americanos não têm interessem em se envolver em uma terceira guerra, sobretudo em mais um “país muçulmano”.

Liga Árabe

A Liga Árabe disse hoje que pode considerar o apoio ao projeto, mas descartou defender qualquer intervenção militar direta estrangeira no país. "Os países árabes não podem permanecer de braços cruzados enquanto o sangue do povo irmão líbio está sendo derramado", afirmou a liga em resolução tomada após reunião com ministros de Relações Exteriores no Cairo.

"Os ministros decidiram buscar negociações sobre a melhor forma de proteger os cidadãos da Líbia e garantir sua segurança, incluindo a imposição de uma zona de exclusão aérea e a coordenação entre a Liga Árabe e a União Africana sobre este assunto", diz o documento.



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Com informações do Portal R7 e AFP

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