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Congresso dos EUA não chega a acordo e governo paralisa

Paralisação pode afetar economia mundial, diz primeiro-ministro britânico

Congresso dos EUA não chega a acordo e governo paralisa
Congresso dos EUA não chega a acordo e governo paralisa Foto : Saul Loeb / AFP / CP
A falta de acordo entre republicanos e democratas leva os Estados Unidos a uma paralisação parcial do governo federal, problema que será mantido até que o Congresso aprove novos fundos. Há 17 anos o problema não ocorria.

A paralisação obrigará o governo a mandar para casa mais de 800 mil pessoas, entre 2,1 milhões de funcionários federais, durante o período em que ocorrer a escassez de fundos e que poderá custar mais de US$ 1 bilhão aos cofres públicos, segundo a Casa Branca.

A emissão de dados econômicos será interrompida, os parques nacionais ficarão fechados, embora sejam mantidos serviços básicos como correio, controle de tráfego aéreo, emissão de cheques de pensões e a atividade de agentes policiais e de segurança.

Embora as agências federais tenham iniciado a paralisação, republicanos e democratas continuam em reuniões no Congresso com o objetivo de solucionar o problema que, contudo, não evita a parada de, pelo menos, um dia.

O principal ponto de discórdia entre republicanos e democratas é o adiamento, pretendido pelos republicanos, da reforma da saúde, que o presidente Barack Obama se recusa a protelar.

Paralisação do governo dos EUA pode afetar economia mundial, diz Cameron

A paralisação dos serviços da administração federal dos Estados Unidos pode representar novos riscos para a frágil economia mundial, advertiu nesta terça-feira o primeiro-ministro britânico, David Cameron. “É um risco para a economia mundial se os Estados Unidos não escolherem adequadamente os seus planos de despesa e de redução do déficit”, disse Cameron à Rádio BBC, depois de o Congresso dos Estados Unidos não ter conseguido chegar a acordo sobre o Orçamento, provocando a suspensão dos serviços federais.

Segundo economistas, a paralisação da administração federal pode abrandar o crescimento da maior economia mundial. “Penso que também deve chamar a atenção para a necessidade de um plano plurianual, de longo prazo, para baixar os déficits”, acrescentou Cameron. A coligação de governo no Reino Unido, liderada pelos conservadores de David Cameron, aprovou cortes significativos à despesa pública desde o início de seu mandato, em 2010, para reduzir o déficit.

O ministro das Finanças britânico, George Osborne, prometeu, nessa segunda-feira, que se os conservadores se mantiverem no poder após as eleições de 2015, o Orçamento vai apresentar saldo positivo. Ele admitiu, no entanto, que, para isso, o governo terá de prolongar o programa de austeridade por vários anos.

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