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Conselho de Segurança da ONU autoriza ataques aéreos na Líbia

Segundo representantes da França e da Inglaterra, bombardeios começariam "em poucas horas"

Conselho de Segurança da ONU autoriza ataques aéreos na Líbia
Conselho de Segurança da ONU autoriza ataques aéreos na Líbia Foto : Stan Honda / AFP / CP
O Conselho de Segurança da ONU aprovou nesta quinta-feira a realização de ataques aéreos contra as forças de Muamar Kadhafi na Líbia, que lutam contra rebeldes. Os primeiros bombardeios são esperados para ocorrer ainda nesta quinta. O ministro da Defesa da Líbia alertou que seu país poderá atacar o tráfego aéreo e marítimo no Mediterrâneo no caso de uma intervenção militar na Líbia, informou a agência oficial Jana.

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A resolução da ONU permite "todas as medidas necessárias" para proteger áreas civis e impor militarmente um cessar-fogo a Khadafi. A medida teve 10 votos a favor, nenhum contrário e cinco abstenções: Brasil, China, Rússia, India e Alemanha, que não utilizaram seu direito a veto.

De acordo com os representantes da França e da Inglaterra, os bombardeios poderiam começar "em poucas horas". Apesar de permitir combates no ar, a medida da ONU exclui "uma força estrangeira de ocupação sob qualquer forma e em qualquer parte do território líbio".

O vice-ministro das Relações Exteriores da Líbia, Khaled Kaaim, afirmou que a resolução "ameaça a unidade" do país e constitui um "apelo aos líbios para que estes se matem". Segundo ele, a decisão é resultado de um "complô" da comunidade internacional "guiado pela vontade de países como França, Grã-Bretanha e Estados Unidos para dividir a Líbia".

A resolução foi adotada no momento em que Kadhafi anunciou um ataque sobre Benghazi, reduto dos rebeldes, prometendo "perseguir os traidores". O ministro francês de Relações Exteriores, Alain Juppé, advertiu que não há muito tempo para intervir.  Pouco depois de a votação no Conselho ser divulgada, foram ouvidos "disparos de celebração" em Benghazi, reduto dos insurgentes, segundo jornalistas da agência France Presse.

De acordo com a agência, França, Grã-Bretanha e Estados Unidos pressionaram os demais países membros do Conselho de Segurança a adotar o texto. O Líbano também contribuiu para a resolução. Questionado sobre se a França participaria de combates aéreos, Juppé foi enfático: "A França está pronta, junto aos outros, para levar a resolução do Conselho de Segurança à prática, inclusive nesse campo".


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