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Conselho de Segurança da ONU condena lançamento de foguete norte-coreano

Pyongyang colocou um satélite em órbita semanas após realizar seu quarto teste nuclear

Coreia do Norte colocou um satélite em órbita
Coreia do Norte colocou um satélite em órbita Foto : YONHAP / AFP / CP
O Conselho de Segurança da ONU condenou fortemente, em reunião neste domingo, o lançamento de um foguete pela Coreia do Norte semanas após Pyongyang realizar seu quarto teste nuclear. "Temos um consenso para condenar esta classe de violação das sanções da ONU", afirmou o embaixador da Venezuela, Rafael Ramírez, que ocupa a presidência do Conselho, antes do início da sessão a portas fechadas.

A Coreia do Norte anunciou no domingo ter colocado um satélite em órbita, cujo lançamento foi condenado pela comunidade internacional. Acredita-se que possa ter sido um teste de um míssil balístico intercontinental. "Isto é um teste de tecnologia de um míssil balístico e, como tal, é uma violação de quatro resoluções do Conselho de Segurança", disse o embaixador britânico adjunto Peter Wilson, que pediu uma "resposta forte e rápida".

O foguete, que levava um satélite de observação terrestre, decolou às 9h, no horário de Pyongyang (22h30min Brasília, do dia anterior). De acordo com a televisão estatal norte-coreana, alcançou sua órbita 10 minutos depois. Diplomatas ocidentais e seus aliados do Japão e da Coreia do Sul esperam que este último lançamento incentive a China, um aliado de Pyongyang, a aceitar um projeto de resolução da ONU que imponha novas sanções mais enérgicas à Coreia do Norte.

O rascunho do texto, preparado por Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos, foi negociado durante semanas, mas Pequim tem estado reticente a apoiar medidas que possam afetar a fraca economia da Coreia do Norte. "A China pede mais diálogo. Não precisamos dialogar mais, mas usar a pressão sobre a Coreia do Norte", declarou o embaixador japonês, Motohide Yoshikawa. A China pode vetar qualquer resolução que contenha medidas como impedir o ataque de navios da Coreia do Norte e restringir o fornecimento de petróleo.