O uso de forças armadas pela Rússia em território ucraniano foi aprovado hoje por unanimidade pelo Conselho da Federação em Moscou, após um pedido apresentado pelo presidente Vladimir Putin, para autorizar “o recurso às Forças Armadas russas no território da Ucrânia, até a normalização da situação política no país”.
Antes disso, o chefe da Defesa da Ucrânia acusou a Rússia de ter enviado 6 mil soldados e 30 veículos blindados para a Crimeia, península pró-russa que tem sido alvo de tensões separatistas.
Protesto pró-Rússia
Hoje, mais de 10 mil pessoas participaram de um protesto em Donetsk, reduto do presidente deposto Viktor Yanukovytch, no leste da Ucrânia, contra as novas autoridades de Kiev. Muitos manifestantes levavam bandeiras russas, e uma foi colocada na sede da administração regional da cidade durante o ato.
"Rússia! Rússia!", gritavam os manifestantes ao ouvirem alguns líderes do movimento que subiram num palaque improvisado. Eles declaravam seu apoio "à aspiração da Crimeia de fazer parte da Rússia". Nos últimos dias, alguns homens armados invadiram diversos aeroportos e prédios administrativos da península pró-russa do sul da Ucrânia. O novo governo de Kiev denuncia "uma invasão russa".
Panfletos chamando a uma "desobediência" ao poder de Kiev foram distribuídos durante a manifestação. Originário da região, o presidente Viktor Yanukovytch foi deposto há uma semana pelo parlamento, após três meses de intensos confrontos no centro de Kiev, deixando 83 mortos em três dias, quando a situação se tornou mais crítica.
No centro de Sebastopol, porto da Crimeia que abriga a frota russa do mar Negro, cerca de 3 mil pessoas participaram de uma manifestação. "Sebastopol, Rússia", gritavam os participantes do ato, que empunhavam bandeiras russas.