O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do Equador convocou nesta terça-feira eleições gerais para fevereiro de 2017, nas quais será designado o sucessor do presidente Rafael Correa, no poder desde 2007 e que desistiu de ser candidato.
O CNE convocou os equatorianos através da imprensa a escolher no dia 19 de fevereiro o presidente, vice-presidente, cinco representantes para o Parlamento Andino e 137 integrantes da assembleia para o período 2017-2021. Para as eleições estão habilitados um total de 12,8 dos 16,6 milhões de equatorianos. Têm direito a voto os maiores de 18 anos, incluindo os detidos sem sentença, e ele é facultativo para aspessoas entre 16 e 18 anos, com mais de 75, policiais e militares.
O organismo indicou que se na eleição de fevereiro nenhuma chapa presidencial conquistar a maioria absoluta de votos válidos ou vencer com ao menos 40% dos votos e uma diferença de 10 pontos percentuais, haverá um segundo turno em 2 de abril de 2017. Correa, que assumiu a presidência em janeiro de 2007 e também venceu as eleições de 2009 e 2013, desistiu de concorrer nas próximas eleições. O governante socialista, cuja esposa é belga e suas duas filhas mais velhas estudam na França, planeja ir viver na Europa por motivos familiares e acadêmicos.
O movimento governista Aliança País (AP), liderado por Correa e com uma dezena de vitórias eleitorais desde 2006, proclamou em 1º de outubro o carismático ex-vice-presidente Lenín Moreno como candidato presidencial. Entre os aspirantes presidenciais equatorianos figuram o ex-banqueiro de direita Guillermo Lasso, segundo nas eleições de 2013, quando Correa foi eleito no primeiro turno, a parlamentar de direita Cynthia Viteri e o ex-prefeito de Quito e ex-deputado de centro-esquerda Paco Moncayo.
A inscrição de candidaturas ante o CNE será encerrada em 18 de novembro. Correa se converteu no presidente equatoriano que permaneceu por mais tempo no cargo depois que o país teve sete presidentes entre 1996 e 2007 em meio a uma grave crise política, na qual três deles foram depostos.
Conselho do Equador convoca eleições gerais para fevereiro de 2017
No poder desde 2007, presidente Rafael Correa desistiu de ser candidato a governante do país