O tenente-general Sami Anan discutiu o cronograma com vários partidos políticos que ameaçavam boicotar as eleições parlamentares caso as demandas por uma mudança na lei eleitoral não fossem atendidas.
Há uma pressão cada vez maior de ativistas e partidos políticos para que os militares estabeleçam um prazo para deixar o poder. Desde que assumiram o poder, eles têm sido acusados de adotar muitas das práticas do regime de Mubarak, como o abuso físico de pessoas sob custódia e decisões unilaterais em questões importantes. O conselho militar também não cumpriu a promessa inicial de devolver o poder aos civis num prazo de seis meses.
De acordo com o cronograma discutido neste sábado, o parlamento eleito se reuniria no final de março ou começo de abril e escolheria um comitê para elaborar a constituição. O documento seria submetido a referendo popular duas semanas depois de ser concluído, o que deve ocorrer até outubro.
Com a constituição aprovada, o caminho estaria livre para os partidos lançarem seus candidatos à presidência, e as eleições poderiam acontecer dentro de dois meses. Segundo o plano, a presença de monitores internacionais será permitida, algo que os militares vinham rejeitando anteriormente. As informações são da Associated Press.