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Coreia do Norte nomeia novo ministro de Segurança

EUA enviou aviões de combate para reforçar manobras militares

EUA enviou aviões de combate para reforçar manobras militares
EUA enviou aviões de combate para reforçar manobras militares Foto : Kim Jae-Hwann / AFP / CP
Em meio às ameaças de revides nucleares, que podem atingir os países vizinhos e chegar aos Estados Unidos, o governo da Coreia do Norte nomeou o novo ministro de Segurança, Choi Bu-il, que é considerado homem de confiança do presidente Kim Jong-un. A escolha ocorreu em fevereiro, mas apenas nesta segunda-feira houve o anúncio. A Coreia do Norte é considerada um dos países mais isolados do mundo.

Choi Bu-il substitui o general Ri Myong-su. “A nomeação faz parte dos atuais esforços de Kim [Jong-un] de consolidar o seu poder ao designar pessoas de confiança para lugares-chave e substituir aqueles que serviram ao seu pai”, avaliou a agência oficial da Coreia do Sul, Yonhap.

O novo ministro, de 69 anos, é oficial militar de carreira, graduado pela Universidade Kim Il-sung. Foi vice-chefe do Estado-Maior do Exército Popular norte-coreano. É general desde setembro de 2010, quando o regime Kim Jong-un assumiu o poder em substituição ao do pai, Kim Jong-il, que havia morrido.

Em meio à crescente tensão na península coreana, o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, prometeu fortalecer o programa nuclear do país. O norte-coreano anunciou a intenção de desenvolver um reator de água leve, como parte de uma indústria de energia nuclear autossuficiente, para atenuar a escassez de eletricidade. Segundo Kim Jong-un, o desenvolvimento de tecnologia espacial será acelerado, com a previsão de lançamentos de satélites mais avançados.

EUA envia aviões de combate para reforçar manobras militares

O governo dos Estados Unidos enviou caças F-22 à Coreia do Sul para participar de manobras militares conjuntas. A iniciativa ocorre em meio à tensão na península coreana devido às ameaças feitas pelas autoridades norte-coreanas de uso de armamentos nucleares na região. Os aviões de combate sobrevoaram o Japão e integrarão as forças da Coreia do Sul para exercícios militares.

Na semana passada, os Estados Unidos enviaram dois bombardeiros B-2 para a Coreia do Sul, também para as manobras conjuntas. Há dois dias, a Coreia do Norte anunciou que se considera em “estado de guerra” contra a Coreia do Sul, renovando as ameaças sobre o desenvolvimento de armas nucleares e o aumento do seu arsenal.

Os Estados Unidos reagiram, informando que consideram sérias as ameaças da Coreia do Norte, mas que consideram a iniciativa mais um capítulo da sua “retórica belicista”. Nesse domingo, durante sessão plenária do Partido dos Trabalhadores, o presidente norte-coreano Kim Jong-un confirmou que sua estratégia política é baseada no progresso da economia e no desenvolvimento de armas nucleares.

Do lado da Coreia do Sul, a presidenta sul-coreana, Park Geun-hye, disse que pretende reagir às ameaças do país vizinho e que leva "muito a sério" as indicações de Kim Jong-un. "Se houver alguma provocação contra a Coreia do Sul e seu povo, deve haver uma resposta forte na forma de um combate, sem qualquer consideração política", disse ela.




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