Um porta-voz do setor energético disse à agência oficial KCNA que as autoridades iniciaram um processo de "reajuste e reativação" das instalações no complexo nuclear de Yongbyon, que inclui uma usina de enriquecimento de urânio e um reator de cinco megawatts.
O governo norte-coreano havia fechado a usina de Yongbyon em julho de 2007 como parte de um plano de desarmamento para receber ajuda internacional, impulsionado por seis países. Pouco depois, as autoridades locais inclusive inutilizaram a torre de resfriamento.
Esta usina era a única fonte norte-coreana de plutônio para seu programa de armas atômicas. Acredita-se que as reservas restantes de plutônio seriam suficientes para entre quatro e oito bombas.
No entanto, em 2010 a Coreia do Norte revelou que estava enriquecendo urânio em Yongbyon, durante uma visita de especialistas às centrífugas existentes nestas instalações. Na época, afirmou que a iniciativa tinha como único fim a produção de energia elétrica para uso civil.
Mas a menção do porta-voz nesta terça-feira sobre um "reajuste" pode indicar a possibilidade de que as instalações desenvolvam capacidade de enriquecimento de urânio para armamento.
Em fevereiro deste ano, a Coreia do Norte realizou seu terceiro teste nuclear, e peritos de diversos países acreditam que, diferentemente dos dois primeiros baseados no plutônio, o último dispositivo era uma bomba de urânio.
A China reagiu nesta terça-feira afirmando que lamenta o anúncio da Coreia do Norte de reativar seu reator nuclear e pediu moderação. "Tomamos nota dos anúncios da Coreia do Norte e expressamos que o lamentamos", declarou Hong Lei, porta-voz da diplomacia chinesa. "Convocamos todas as partes afetadas a permanecer em calma e dar mostras de moderação", acrescentou.
A China é a única aliada da Coreia do Norte e seu principal sócio comercial, já que fornece ao país recursos energéticos indispensáveis a sua economia.