A Coreia do Sul anunciou nesta quarta-feira (10) que apresentou um protesto formal aos representantes da China e da Rússia, um dia após afirmar que aviões militares dos dois países entraram em sua Zona Coreana de Identificação de Defesa Aérea (KADIZ).
A reclamação foi entregue aos adidos de Defesa dos dois países na capital sul-coreana. "Nosso Exército continuará respondendo ativamente às atividades dos aviões de países vizinhos dentro da KADIZ, segundo o direito internacional", declarou Lee Kwang-suk, diretor-geral do Gabinete de Política Internacional do Ministério da Defesa.
Resposta militar e justificativa dos países
A Coreia do Sul afirmou na terça-feira que havia mobilizado "aviões de combate para tomar medidas táticas em preparação para alguma contingência", em resposta às incursões chinesas e russas na KADIZ. Os aviões foram detectados antes de entrar na zona, que é uma área mais extensa na qual os países vigiam o movimento de aeronaves, mas que não constitui seu espaço aéreo territorial.
A China confirmou posteriormente o incidente, afirmando que havia organizado manobras conjuntas com as Forças Armadas russas, de acordo com seus "planos anuais de cooperação". A Rússia, por sua vez, qualificou o caso como um exercício de rotina que se prolongou por oito horas.