“Vemos esta série recente de lançamentos de mísseis pela Coreia do Norte como grave provocação à Coreia do Sul e à comunidade internacional, colocando em risco a estabilidade na península coreana e violando resoluções das Nações Unidas”, disse o porta-voz do ministério, Kim Min-Seok. As resoluções das Nações Unidas impedem a Coreia do Norte de conduzir qualquer tipo de teste de mísseis.
O teste de quarta-feira foi “fora do comum”, uma vez que, explicou o porta-voz, foram lançados a partir de uma área sensível, perto da zona desmilitarizada. “Parece ter tido como propósito deixar uma mensagem (…) de que a Coreia do Sul poderá ser alvo de ataques-surpresa de mísseis por parte da Coreia do Norte, a qualquer hora e a partir de qualquer lugar”, acrescentou Kim Min-Seok.
Segundo Seul, foi a primeira vez, em quase duas décadas, que a Coreia do Norte fez um teste de mísseis a partir do interior do país, em vez de recorrer a uma das suas bases costeiras.
O Japão também protestou formalmente à Embaixada da Coreia do Norte em Pequim sobre o lançamento. Após meses de relativa calma na península coreana, Pyongyang começou a fazer, em 26 de junho, testes de mísseis de curto alcance em direção ao Mar do Japão.