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Coreia do Sul pede retorno de funcionários de complexo industrial

Coreia do Norte rejeitou oferta de diálogo com país vizinho

Coreia do Sul pede retorno de funcionários sul-coreanos de Kaesong
Coreia do Sul pede retorno de funcionários sul-coreanos de Kaesong Foto : Jung Yeon Je / AFP / CP
A Coreia do Sul pediu nesta sexta-feira o retorno de todos os sul-coreanos que permanecem no complexo industrial binacional de Kaesong, no território norte-coreano, desde o fechamento do local por Pyongyang em 3 de abril, em resposta à recusa do regime comunista de retomar o diálogo sobre o local.

"O governo tomou a decisão inevitável de retirar todas as pessoas que permanecem (em Kaseong) para sua própria segurança", declarou o ministro sul-coreano da Unificação Ryoo Kihl-Jae, em uma entrevista coletiva.

Seul deu nessa quinta-feira a Pyongyang o prazo de 24 horas para o início de negociações formais sobre Kaesong, com advertência de "medidas significativas", não especificadas, se o Norte rejeitasse a oferta.

Mas a Coreia do Norte rejeitou a proposta da Coreia do Sul e atribuiu a Seul a responsabilidade pelo fechamento do complexo, que segundo Pyongyang estaria "a ponto de desabar". "Se as marionetes sul-coreanas continuarem agravando a situação, nos veremos obrigados a adotar medidas finais e graves", afirmou a comissão nacional de defesa norte-coreana.

O complexo industrial de Kaesong, que abriga 123 empresas, é o único local que comprova a existência de uma aproximação coreana. A maioria dos 850 funcionários sul-coreanos já deixou o local, mas ainda permanecem 170 para vigiar as instalações.

A Coreia do Norte vetou o acesso dos sul-coreanos ao complexo, situado em seu território, a 10 quilômetros da fronteira. O país retirou os 53 mil funcionários em um clima de tensão na península.


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