"O governo tomou a decisão inevitável de retirar todas as pessoas que permanecem (em Kaseong) para sua própria segurança", declarou o ministro sul-coreano da Unificação Ryoo Kihl-Jae, em uma entrevista coletiva.
Seul deu nessa quinta-feira a Pyongyang o prazo de 24 horas para o início de negociações formais sobre Kaesong, com advertência de "medidas significativas", não especificadas, se o Norte rejeitasse a oferta.
Mas a Coreia do Norte rejeitou a proposta da Coreia do Sul e atribuiu a Seul a responsabilidade pelo fechamento do complexo, que segundo Pyongyang estaria "a ponto de desabar". "Se as marionetes sul-coreanas continuarem agravando a situação, nos veremos obrigados a adotar medidas finais e graves", afirmou a comissão nacional de defesa norte-coreana.
O complexo industrial de Kaesong, que abriga 123 empresas, é o único local que comprova a existência de uma aproximação coreana. A maioria dos 850 funcionários sul-coreanos já deixou o local, mas ainda permanecem 170 para vigiar as instalações.
A Coreia do Norte vetou o acesso dos sul-coreanos ao complexo, situado em seu território, a 10 quilômetros da fronteira. O país retirou os 53 mil funcionários em um clima de tensão na península.